Tempestade em copo d’água: quando a mediocridade toma forma de vídeo

O Movimento Gota D’Água, criado por diversos artistas brasileiros, divulgou este mês um vídeo convocando a população brasileira a se manifestar contra a construção da Hidrelétrica de Belo Monte. A petição, que solicita a paralisação das obras da usina, já foi assinada por mais de um milhão de brasileiros.

As polêmicas e discussões sobre a Hidrelétrica de Belo Monte são antigas e já duram mais de 20 anos. Para aumentar a polêmica, um grupo de estudantes de Engenharia Civil e de Economia da Universidade Campinas – Unicamp, orientados pelo Prof. Dr. Sebastião de Amorim, divulgou um vídeo e uma campanha parodiando o Movimento Gota D’Água. A campanha Tempestade em copo d’água defende a da construção da Hidrelétrica de Belo Monte.

Em artigo publicado no site da campanha, o Prof. Dr. Sebastião de Amorim, expressa os ideais do movimento. Vamos apresentar alguns pontos, e discutir.

Tempestade em copo d’água?

Em sua versão plena a represa de Belo Monte cobrirá uma área de cerca de 1200km² (não apenas 640km²) e gerará, de forma estável, 11,3 Giga watts (ou 15,4 milhões de HP) de potência.

Essa versão plena citada é do projeto criado na década de 1980. Em 2003, o projeto da Belo Monte foi REVISTO, e para minimizar os impactos, as outras barragens que seriam construídas no Rio Xingu e nos seus afluentes foram retiradas do projeto, desta forma, a área alagada seria reduzida a 640 km².

 Nesse ritmo, ela produzirá, por ano, 100 bilhões de kWh de energia. Entregue ao consumidor final (ou, como se diz, na ponta do consumo) o valor gerado é de R$40 bilhões, por ano, todo ano, por toda a duração da usina.

A Hidrelétrica só chegará a sua capacidade máxima de 11, 3 Giga Watts, durante três meses, que é o período de cheia do Rio Xingu, durante os outros nove meses a produção não passará de 4, 5 mil Mega Watts. A energia produzida anualmente não passará de 40% de sua capacidade, tornando a Belo Monte a hidrelétrica com menor eficiência do país.

Como vimos, a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, é um belíssimo projeto… do ponto de vista do retorno econômico, mesmo. Você investe R$19 bilhões e produz, na ponta do consumo, R$40 bilhões… por ano!

Não é isso que as construtoras Camargo Corrêa e a Odebrecht pensam. As duas seriam as investidoras no projeto, isto que dizer que elas bancariam a construção da Belo Monte. Mas se retiraram do projeto com investidoras, e passaram para contratadas, são elas que vão construir a usina. A mudança de postura da Camargo Corrêa e a Odebrecht não foram à toa, elas concluíram que a Belo Monte não é um bom negócio, e a única forma de ganhar dinheiro com a obra é a construindo, e não administrando seu produto, a energia.

E o que fazer com a população que vive na área da construção da Hidrelétrica Belo Monte?

 Além de defender a construção da Usina Hidrelétrica localizada próxima a Altamira, temos como objetivo propor a luta pela aplicação correta do capital gerado pela mesma, levando benefícios sociais à região e também permitindo que os habilitantes relocados tenham direito de opinar sobre sua nova morada.

Segundo a socióloga, professora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e pesquisadora do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR/UFRJ), Flávia Braga Vieira, em entrevista ao site O Setor Elétrico, existem inúmeros estudos que mostram o empobrecimento das famílias deslocadas e também das famílias e comunidades que permanecem no entorno dos reservatórios. “As condições de vida anteriores quase nunca são repostas nos projetos de reassentamento, condições estas que são, em geral, já bastante precárias”.

Ainda segundo a pesquisadora, “É comum ocorrer também aumento de doenças, mormente as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e HIV/AIDS, e casos de gravidez adolescente, pois a população masculina que compõe a maioria da força de trabalho na construção se relaciona de forma predatória com as mulheres da região”.

Mas onde o Povo do Xingu quer morar?

 

Eles já responderam, querem continuar morando no Xingu. Isto está expresso na Declaração do Povo do Xingu contra a Belo Monte:

 Nós, os 700 participantes do seminário “Territórios, ambiente e desenvolvimento na Amazônia: a luta contra os grandes projetos hidrelétricos na bacia do Xingu”; nós, guerreiros Araweté, Assurini do Pará, Assurini do Tocantins, Kayapó, Kraô, Apinajés, Gavião, Munduruku, Guajajara do Pará, Guajajara do Maranhão, Arara, Xipaya, Xicrin, Juruna, Guarani, Tupinambá, Tembé, Ka’apor, Tupinambá, Tapajós, Arapyun, Maytapeí, Cumaruara, Awa-Guajá e Karajas, representando populações indígenas ameaçadas por Belo Monte e por outros projetos hidrelétricos na Amazônia; nós, pescadores, agricultores, ribeirinhos e moradores das cidades, impactados pela usina; nós, estudantes, sindicalistas, lideranças sociais e apoiadores das lutas destes povos contra Belo Monte, afirmamos que não permitiremos que o governo crie esta usina e quaisquer outros projetos que afetem as terras, as vidas e a sobrevivência das atuais e futuras gerações da Bacia do Xingu.

Agora, será que os bondosos idealizadores da Campanha Tempestade em copo d’água, respeitarão a vontade do Povo do Xingu? Será que nas suas pesquisas que deram embasamento a Campanha, eles não viram a existência da Declaração? Será que eles não leram que a obra em construção é de uma revisão do projeto feita em 2003, e não a do projeto original dos anos 80? Ou leram, mas talvez a intenção fosse à divulgação de informações baseadas num projeto engavetado há quase nove anos. Quem sabe a intenção era aparecer na mídia, e conseguir alguns minutos de fama?

Related Posts with Thumbnails
Twitter Digg Delicious Stumbleupon Technorati Facebook
  • http://twitter.com/geojcarlos Geog. Jose Carlos Jr

    Mas quais seriam as saídas? Existem alternativas locacionais e econômicas para a construção de uma hidrelétrica desse porte hoje no Brasil?

    Esses deveriam ser os questionamentos abordados por estudados de engenharia civil e economia.

    Um abraço.

  • http://atitudeco.com.br/ Tulio Malaspina

    Sem contar que os “engenheiros” disseram que Hidrelétrica é energia limpa pois não suja a água. Sinto vergonha pelo pessoal da Unicamp…

  • http://twitter.com/dihpardal Diogo F. Oliveira

    Pra mim até agora, a melhor mate´ria sobre o assunto!!!!!!!

  • Barbara

    Exatamente. O lugar é dos índios e eles não querem esse tal de ” desenvolvimento ” para a região. E que na verdade é só a destruição! Deixem eles em paz, PORCOS CAPITALISTAS!

  • Fla

    é como a musica dos TITÃS….15 MINUTOS DE FAMA !!!  é isso que eles qrm, pq se sao meros estudantes, sabem mto bem a catástrofe que isso irá causar no futuro, fora que seus futuros filhos so vão saber o que é natureza, indio, aves exoticas, atraves de fotos acessadas pelo GOOGLE !!  

  • VERA LUCIA

    Eu ja havia visto o vídeo do professor e seus alunos,talvez eles façam parte da população que se dixa levar pelos políticos e seus abutres que tentam a todo custo convencer a população brasileira de que BELO MONTE sera importante para o país!! eu fico indignada com td isso,afinal qd nós POVO iremos poder expor nossa opinião e sermos respeitados, pq um país que não tem governantes que que para e ouve pelo menos a opinião de seu povo,não merece RESPEITO ALGUM E NÂO SERVE PARA DIRIGIR ESSE PAÌS E O NOSSO DINHEIRO!!! NÂO A BELO MONTE E SIM À NATUREZA E AO POVO BRASILEIRO!!!

  • Fernanda

    Minutos de fama? São aritstas, ningém proecisa deseja mais minutos de fama do que esse governo ridículo e algumas mídias que sobrevivem por lamber esses egoístas.
    Conceder o direito à população relocada de opinar sobre a sua nova morada é bem contraditório não? O direito DEVE se dado AGORA e não depois!

  • Marquinho Mota

    Parabéns pela matéria. realmente esclarecedora. Além do mais desmascara os tais “números e dados técnicos” apresentadopelo pessoal da UNICAMP, que na verdade são dados contrabandeados da Eletronorte e da NESA, os maiores interesados em construir o Belo Monstro.
    Parabéns

  • Fernando Leite

    UNICAMP…que falta de respeito com o pais, mesmo que provassem que a única maneira seria a construção, será que ainda assim vale a pena?

  • http://twitter.com/fecalpe fernando pereira

    Gostei muito do vídeo dos alunos. muito melhor que a dos atores, hehe! Além de serem mais confiáveis. É só lembrar a atriz dizendo que hidrelétrica é boa só mesmo no deserto (sic).
    O propósito deles também não me pareceu o convencimento ao projeto, mas o debate e a contra  a desinformação. Que sabiamente argumenta o professor como: o maior desafio do nosso século. Muito mais honesto conosco também.

  • Julio Cezar

    A longo prazo todo aquele espaço será derrubado e transformado em cinzas e retirado as riquezas do solo e o que sobrará?Sinto medo pelas duas situações!

  • Rodrigomedina308

    Sinceramente esse vídeo feito por esses universiotários, nada mais é doque meia dúzia de babacas querendo se aparecer, sem argumento algum! sabe quamndo veêm uma oportunidade e quer se aparecer fingindo ser intelectuais! rárárá VTC….eu apoio o projeto! assim também como sou contra o código florestal do Sr. Aldo Rebelo traíra, ACORDA BRASIL… destruindo o maior patrimônio não é a solução… Energia eólica no cerrado é a saída…ACORDAAAA

  • Rodrigomedina308

    Eu no meu nervosismo falei que apoio o projeto,, vejam bem APOIO O PROJETO MOVIMENTO GOTA D´ AGUA!!!!! E NÃO O DA USINA PELA AMOR HEIN!!! rs..

  • Rodrigomedina308

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Verdade , ta vendo como se queima? querendo dar uma de intelectuais, kkkkkkkkkkkk muito engraçado, falou e disse!!! abrçs

  • Emerson Cazalini

    PORRA.!.!.!.A MÃE NATUREZA DEMOROU 05 BILHÕES DE ANOS PARA FECUNDAR O PLANETA TERRA NO UNIVERSO COM TODAS SUAS RIQUEZAS NATURAIS E AGORA VEM OS HOMENS PRIMATAS – CAPITALISTAS SELVAGEM, QUERENDO DESTRUIR NUM PISCAR DE OLHOS…FALA SÉRIO….

  • Manefernades

    Vejam o absurdo que não quer calar :
    Em trinta anos a China tirou 300 milhões de pessoas da mais absoluta miséria .
    Enquanto isso as nossas – NOSSAS ??? – reservas florestais foram preservadas para que meia duzia de lagartixas vivesses alí como antes do dilúvio.
    E nesse mesmo periodo milhões de brasileirinhos morreram por falta de energia elétrica.

  • Thamara

    Fernando, estudo na Unicamp e NÃO compartilho da opinião dos estudantes. Até mesmo alguns alunos da própria eng. civil e economia são contra. É injusta a crítica a Unicamp como um todo. Concordo com sua revolta. Eu, como aluna, sinto vergonha de ver que infelizmente uma universidade pública (nesse ponto eu concordo com vc ao se referir à Unicamp pela falta de respeito, mas esta enquanto instituição) que deveria priorizar o bem de um todo, deveria pensar em melhorias para a nossa sociedade, está formando pessoas assim, alienadas ao seu mundo. Faço biologia e no meu curso somente UM professor comentou rapidamente em uma aula sobre o código florestal! Que formação social teremos oferecida diretamente por nosso instituto? Somente aquela debatida com os colegas!
    Só queria deixar claro que existem pessoas que estão lutando contra para tirar essa imagem de que todo aluno da Unicamp é a favor da construção de BM.
    Abraço!

  • Rodrigo Cascalles

    Concordo com você Fernanda. Pelo Amor de Deus! Você expulsa as famílias de suas casas (neste caso, os índios) e depois lhes dá o “direito’ de opinar sobre a nova moradia….é inacreditável que alguém possa achar isso normal.

  • Rodrigo Cascalles

    Concordo com você Fernanda. Pelo Amor de Deus! Você expulsa as famílias de suas casas (neste caso, os índios) e depois lhes dá o “direito’ de opinar sobre a nova moradia….é inacreditável que alguém possa achar isso normal.

  • Rodrigo Cascalles

    O seu ponto de vista é interessante e, aparentemente, nobre. Você quer evitar que milhões de brasileirinhos morram por falta de energia. Isso é importante, sem dúvida. Neste contexto, eu te pergunto: Fora a questão indígena, qual será a consequência ambiental ao se eliminar tamanha quantidade de Floresta Amazônica? Será que esses impactos negativos foram medidos?    

  • MESSIAS

    Ao que percebo, é que toda a polêmica da usina é que os contras dizem que ela irá destruir a floresta e expulsar os moradores e índios da região. Bom, nasci em Altamira em  1973, morei lá até meus 20 anos, quando minha mãe decidiu que seus filhos deveriam ter sair da pobreza, ai viemos pro Sul (Paraná)’, onde estudei, me formei e melhorei de vida. Amigos que debatem somente do ouvir dizer ou do que leram. Eu, morei lá (pobreza total) e vivo hoje no sul (melhor condição) e posso conta a minha verdade. A Usina não traz impacto algum ambiental, pois em 1989, quase 80% da área alagada já era pastagem, ou seja, floresta desmatada. No que se refere aos ribeirinhos, esses serão agraciados, pois trocarão suas palafitas (moradias precárias, sem a menor condição de higiene) por moradias, que por pior que sejam, serão melhores que as atuais, ou seja, não se tem como piorar a vida de quem não tem nada. No aspecto do desenvolvimento, minha Altamira é pobre, o asfalto nunca chegou, você aqui do Sul já pensou em viajar mais de 500 km entre uma cidade e outra na terra, na chuva atola, na seca poeira. Pois é amigo, é isso que é a transamazônica. O povo de Altamira e região, em sua imensa maioria, mais 130 habitantes, não é contra o empreendimento que vai trazer o asfalto, a energia, o trabalho e renda. Quanto aos índios, por favor, nenhuma aldeia será alagada e, ainda que fosse, numa visão democrática, como pode o interesse de menos de 1000 índios, os quais podem ser realocados em qualquer local da floresta, prevalecer em detrimento de uma população local de mais de 130 habitantes. Desculpem ambientalista, mas o povo de Altamira, os quais vocês dizem serem os maiores prejudicados não são contra, o que acontece nesse caso é o mesmo que aconteceu na invasão da USP, num universo de mais de 6000 mil alunos, um pequeno grupo de150 alunos (ricos na maioria) queriam retirar a policia do campus, porque queria fumar maconha livremente, sendo que os outros 5.850 eram a favor da manutenção da polícia. No caso da Usina, os ambientalistas são rebeldes sem causa. 

  • Rafa

    ow amigo!se informe antes de falar asneira!quem vai ser beneficiado não é o povo!e sim a industria de alumínio que vai receber boa parte da energia de xingu e quanto aos índios e ribeirinhos…o que serão deles?terão de viver em casas cdhu e viver de bolsa família?fala ´serio!desenvolvimento sustentavel que respeite a cultura dos povos que caso vc nao saiba, é um patrimônio da humanidade. ah, e meio ambiente equilibrado, é benefício para todos nós!china é um país que utiliza mão de obra escrava,vende seus produtos para o mundo todo sim, inclusive tem muita industria que esta entrando lá assim como no tempo da ditatura entraram aqui , muitas poluidoras! saia do senso comum, e não se contente com o que aparece nos jornais somente ok?leia mais…

  • Rafa

    http://www.youtube.com/watch?v=NSm8J3CUsOU&feature=shareveja este video amigo, antes de acreditar em “conto de fadas” do capital.

  • caiofa

    Estudo na unicamp e garanto que a opinião desses irracionais nao representa a opinião da instituição..

  • Janebhvzp

    Afs… mais um eco-chato tentando sabotar com sua falácia sociológica o progresso do país! o Brasil já está atrasadíssimo em relação até a países com o msm papel no cenário mundial, mas tentando engrenar – apesar da corrupção desembestada nesse dês-governo PT. E p/ crescer, gerar emprego, renda e melhoria de vida, geração de energia é FUNDAMENTAL! E não venham com esse papinho de fontes alternativas pq não precisa ser especialista p/ saber q ALTERNATIVA não é sinônimo de PRINCIPAL! e elas são sim CARÍSSIMAS, totalmente dependentes de condições climáticas e não valem o custo-benefício. E não venham tbm com esse blábláblá de defesa da Amazônia, pq ela tem sim q ser defendida e preservada, mas dos grileiros de terra e desmatamentos cometidos em série e clandestinamente! Engraçado… contra isso não vejo uma tribo ou ribeirinho fazendo um manifesto sério e eficaz ou indo à mídia… aliás, nem msm intelectuais e acadêmicos eco-chatos de plantão… a mídia se movimenta mto mais! Observem onde há hidrelétricas instaladas – exceto Balbina, onde foram feitas “cagadas” em série, mas q serviram p duro aprendizado – q onde chegam, o progresso, o emprego e o desenvolvimento chegam junto e a área verde no entorno é sempre mto bem preservada e vigiada de perto! Se há “relacionamento predatório com as mulheres da região”, a culpa não é da obra e sim da falta de educação, cultura e condições precárias tanto de informação qto financeiramente em q vive a população local – até a chegada de um mínimo de progresso e investimentos… aliás, cara socióloga, os casos de gravidez precoce nessa região já são alarmantes com ou sem usina! o q deve ser feito não é esbravejar contra o progresso, é educar, informar e vigiar de perto essa juventude q acha q tudo pode ser feito sem conseqüências! Não sou anti-natureza, mto ao contrário, amo-a e sei q tratando-a mal ela responde com tragédias causadas por nós msms… mas NÃO É E NEM NUNCA FOI O CASO DAS HIDRELÉTRICAS, MTO PELO CONTRÁRIO! Aplaudo de pé os alunos e professores da UNICAMP e da UNB – duas universidades de ponta e formadoras de mentes dentre as mais brilhantes do país – pelos vídeos altamente informativos, combativos e coerentes, provando q usam a cabeça tb p pensar, não somente p seguir modismos!

  • Contatoweb7

    AGRESSÃO AO AMEIO AMBIENTE, FAUNA E FLORA DEVASTADAS, ALTERAÇÃO DO RELEVO DO PLANETA, ALTERAÇÃO DO CURSO DO RIO, FALTA DE CONSIDERAÇÃO COM OS OUTROS SERES, POR UM PUNHADO DE UMA PORCARIA CHAMADA DINHEIRO, FALTA DE CONSIDERAÇÃO, GANÂNCIA EM CIMA DA IGNORÂNCIA, A NATUREZA DEVE SEGUIR SEU CURSO SEM INTERFERÊNCIA, PRA QUE MAIS ENERGIA ELÉTRICA, SE ESCURECEU VAI DORMIR, GELADEIRAS ANTES ELAS NÃO EXISTIAM, INDUSTRIAS É SÓ PARA QUEM TEM O PODER, QUEM TÁ LEVANDO GRANA, AS CONSTRUTORAS, POLITICOS CORRUPTOS, FABRICANTES DEEQUIPAMENTOS SUCATEADOS PARA HIDRELÉTRICAS, SISTEMA CADUCO DE GERAÇÃO DE ENERGIA, BURRALDOS………..