O Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra começa amanhã

O post do Harlan, sobre o lançamento da Campanha Nacional pelo Limite da Propriedade de Terra, gerou alguns comentários: uns favoráveis, outros que me pareceram não ter entendido os objetivos da Campanha ou mesmo quem estar por trás da mesma. Acho importante esta discussão, desde que se respeitem os direitos e opiniões de cada um. Nosso objetivo é levar informações que julgamos ter impacto, não só no movimento ambiental, mas social e econômico. E a questão da terra é crucial nestes três temas.

Aproveito para trazer este vídeo acima, que acho interessante para que vocês possam entender um pouco mais sobre o contexto com que esse movimento foi criado. O Brasil é um país injusto. Apesar de ser tão grande, muitos têm poucos, e os poucos têm muito.  É o segundo país com maior concentração de terra, segundo o IBGE – atrás apenas do Paraguai. Muitos outros países, entretanto, já possuem limites para o uso da terra – e não somente os pequenos e não-desenvolvidos (veja aqui alguns exemplos). Uma reforma em relação a igualdades de direitos perpassa pela justiça de direito a terra.

O Plebiscito popular é uma ferramenta política importante. Lembram do Plebiscito sobre a ALCA? Exatamente há 8 anos atrás, entre 1 a 7 de Setembro, mais de 10 milhões de brasileiros foram às urnas dizer não ao tratado da Área de Livre Comércio das Américas.  A Campanha foi um sucesso do ponto de vista educativo e mobilizador. E é isso que esperamos do Limite da Propriedade de Terra. Inúmeras organizações populares da sociedade civil, igrejas, personalidades, ambientalistas e políticos estão por trás desta campanha.

Urnas serão espalhadas durante toda essa semana, até dia 7, por várias cidades do país e você será requisitado a  responder as seguintes perguntas: 1) Você concorda que as grandes propriedades de terra no Brasil devem ter um limite máximo de tamanho? e 2) Você concorda que os limites das grandes propriedades de terra no Brasil possibilita aumentar a produção de alimentos saudáveis e melhorar as condições de vida no campo e na cidade?. Acompanhe o twitter da Campanha (@limitedaterra) e descubra aonde ir para dar seu voto e ajudar a garantir a igualdade de direitos ao povo brasileiro.

Related Posts with Thumbnails
Twitter Digg Delicious Stumbleupon Technorati Facebook
  • http://twitter.com/isjrocha/status/22700953760 Israel Rocha

    RT @essetalmeioamb_: O Plebiscito Popular pelo Limite da Terra começa hoje. Fique atento ao @limitedaterra para saber onde votar. http://goo.gl/fb/U18LL

  • http://twitter.com/kellyfontoura/status/22701066689 Kelly Fontoura

    RT @essetalmeioamb_: O Plebiscito Popular pelo Limite da Terra começa hoje. Fique atento ao @limitedaterra para saber onde votar. http://goo.gl/fb/U18LL

  • http://twitter.com/carloshnc/status/22703230159 Caíque

    RT @essetalmeioamb_: O Plebiscito Popular pelo Limite da Terra começa hoje. Fique atento ao @limitedaterra para saber onde votar. http://goo.gl/fb/U18LL

  • http://sustentabilidadenaoepalavraeaccao.blogspot.com/ Manuela Araújo

    Olá Diego. Excelente ideia.

    Não sei se terá consequências, mas a ideia deeria ser generalizada à propriedade em geral e ao mundo todo. Com que direito alguns poucos possuem quase tudo? Devia haver limite máximo par o “TER”.

    Por isso muitos morrem à fome por falta do que outros esbanjam!

    Até breve e um abraço

    • Valdez

      Não tenho propriedade rural, mas acredito que ser proprietario de grandes áreas é legitimo desde que tal foi adquirida por meios licitos creio sim, que deve haver mecanismo que tornem a obrigatoriedade de que tais areas sejam produtivas. Acredito que é mais prejudicial à sociedade o fato de que grandes parte das jazidas minerais nacionais (principalmente minério de ferro – commoditie com grande busca no mercado exterior) nas mãos de meia duzia de empresas, como a Vale do Rio Doce p.ex. que apesar de ser a principal produtora do Brasil e uma das maiores do mundo, detém uma reserva mineral gigantesca e que poderia estar sendo explotada hoje por outras emrpesas. Seguramente existe mecanismos legais para coibir isso, mas a ineficiencia e a morosidade dos órgão gestores, sem se falar na conivência política faz com que tais reservas (que são patrimônio nacional)componham ativos privados e se tornem reserva de mercado.

      • http://www.essetalmeioambiente.com Harlan Rodrigo

        Por sua ótica, então pq temos que repartir com mais empresas essas terras usadas para a mineração que estão nas mãos de uma meia-dúzia de empresas se elas as consguiram de forma legal? Não, nada de distribuir.

        E, novamente, olhando por seu ponto de enxergar as coisas, são uma meia dúzia de proprietários que detém a grande maioria das terras no Brasil, temos que dividir também.

        Escolhe qual?

  • http://vrlemosnetblogspot.com/ vrlemos

    na minha opinião tudo tem que ter limites, e achei bem interessante este plebiscito, só tenho que encontrar uma urna agora :)

  • Joseh

    Acho meio absurdo esse movimento. Que se tomem as propriedades indevidas! Que se prendam os grileiros, que se dividam as terras não produtivas. Mas limitar a legalidade de propriedade é contra o próprio princípio econômico e social em que vivemos no Brasil.
    E ainda mais: há outras questões embaraçosas a se resolver. Como o alto custo de nossos legisladores. Comecemos pelas bases de nossos problemas.
    Mas acho digna a iniciativa de se mudar a Lei a fim de garantir isonomia. Que o povo brasileiro aprenda a se valer dos artifícios jurídicos para exercer o poder.

    • http://www.essetalmeioambiente.com Harlan Rodrigo

      Começar pela base? Então poderemos começar discutindo logo esse modelo de democracia burguesa que vivemos hoje em dia ao invés de pensar se devemos pagar mais ou menos por um legislador nosso.

  • Márcio

    Isso mesmo!! Depois desse, vamos fazer um plebiscito pela retorno do feudalismo! Quem sabe! Se acham que o sistema político, econômico, etc, do nosso país é injusto, pq não saem do Brasil para viver em países onde existe justiça e divisão de renda e posses, como por exemplo, Cuba, Venezuela, etc…

    • http://www.essetalmeioambiente.com Harlan Rodrigo

      Feudalismo? Quem falou em feudalismo? Os latifúndios de hoje que possuem o tamanho dos feudos de antigamente…

      Porra gente, depois do capitalismo existe algo. O capitalismo não é o fim da história não, Fukuyama propôs isso e, coitado, é massacrado até hoje. Como já disse Marx, a história nunca se repete, a não ser como farsa, então o feudalismo nunca vai voltar a existir, nem mesmo como farsa.

  • Vincenzo

    Claro, até porque o feudalismo é sinônimo de igualdade nas divisões de terras. haha
    Então, se você considera algo injusto/errado, em vez de você lutar contra isso, você apenas deixa ‘estar’, e evita? Hm…

  • Artur Costa

    “gerou alguns comentários: uns favoráveis, outros que me pareceram não ter entendido os objetivos da Campanha” Bem imparcial, não?!

    Bem, não conheço os detalhes da proposta, mas de início vejo que é um assunto muito delicado que precisa da atenção especial de toda sociedade. Por exemplo, como ficam os grandes PRODUTORES (não proprietários) rurais que mais empregam e trazem renda para o campo, e qualidade de vida para a população rural, e que são a estrela das nossas exportações? A proposta combate as injustiças ou é apenas mais um embate “pobres/sem terra” x “ricos”?

    • http://www.essetalmeioambiente.com Harlan Rodrigo

      Repare, os grandes produtores são produtores de grandes monoculturas, boa parte para exportação. Nesses tipos de propriedades a geração de empregos é mínima, vide fazendas com mais de 4.000ha e só ter 8 empregados fixos, isso é gerar emprego, renda e melhoria da qualidade de vida da população rural? Vi isso in loco e vi a outra realidade, a de pessoas que não têm mais que 20ha pra sobreviver.

      A proposta combate sim as injustiças historicamente construídas no nosso país.

      • Diêgo Lôbo

        E ainda mais: são esses grandes produtores, como você tanto enaltece, os maiores responsáveis pela contribuição nas emissões de carbono do país (70% de toda nossa emissão vem do uso que fazemos da terra, em desmatamento e queimadas). A fim de plantar monoculturas de soja e de construir pasto para gado, grande parte da amazônia e cerrado têm sido destruídos. Isso altera o ciclo das chuvas, ceramiza o solo causando seca e enchentes. Só as desgraças ambientais já são motivos para acabar com esse sistema. Mas a questão social é ainda mais urgente: precisamos fortalecer a agricultura familiar, que é mais justa e que está à disposição do brasileiro.

        • vando

          sou pequeno agricultor,penso de uma forma q,se acabarem com as grandes propriedades,quem vai plantar a soja,o feijao,o arroz,criar o boi para uma populaçao de 200 milhoes q somos.

          • Diêgo Lôbo

            Vando, acho que você não prestou muita atenção no que vídeo ou no que estamos dizendo a tempos: não são das monoculturas que os alimentos que vão pra sua mesa, ao menos que você coma apenas soja, ou cana-de-açucar, ou milho, ou seja lá quais outras monoculturas temos. O que sei é que o feijão, os legumes, o frango e as verduras que come são de origem mais familiar, de pequenas propriedades.

  • http://twitter.com/leleuu_/status/23115003587 Leandro César
  • http://twitter.com/marciliobarbosa/status/23115574829 Marcilio Barbosa
  • felipe

    Vcs não percebem, em vez de regularizar as terras dos grileiros e cia, querem limitar o tamanho das propriedades, os grandes produtores exportam muito, se vcs não sabem, mais de 25% da economia do país provém da agricultura e da pecuária, e agora querem limitar o tamanho das propriedades,isso é coisa de gente que quer ganhar terras sem precisar trabalhar, coisa do MST.

    • http://www.essetalmeioambiente.com Harlan Rodrigo

      E do que adianta exportar, ganhar dinheiro e aumentar as divisas do nosso país se isso não melhora a qualidade de vida das pessoas, as que realmente necessitam de melhora? Se servem só para enriquecer ainda mais esses produtores e para pagar os juros da dívida externa com o superávit…

      Não é ganhar terras sem trabalhar, é ganhar terras para trabalhar, diferente.

      Vc acha que a comida que está todo dia nos pratos de sua casa foram produzidas nos latifúndios do nosso país é?

    • http://www.essetalmeioambiente.com Harlan Rodrigo

      Grandes propriedade raramente plantam arroz e feijão…

  • http://twitter.com/andersonsjr/status/23143182353 Anderson Santos

    RT @essetalmeioamb_: Você concorda que as grandes propriedades de terra no Brasil devem ter um limite máximo de tamanho? – @limitedaterra http://goo.gl/fb/U18LL

  • vando

    gente q nao tem o q fazer ,procure um trabalho ao inves de ficar de olho no q e dos outros.conheço 3 assentamentos,e sei como e,governo manda dinheiro eeles comem. terra para trabalhar faça-me rir,uma coisa tenho certeza,nao e deles o feijao q vai para sua mesa.quer terra,vai trabalhar.

  • fabiano

    Descobri sobre esse plebicito por acaso.
    As redes de TV não divulgam :(

    • Diêgo Lôbo

      Claro que não, Fabiano. O pouco que foi televisionado, agradecemos ao Plínio Salgado por ter falado nos debates…

  • http://www.movimentossociaisnaweb.blogspot.com Lívia Alcântara

    Olá pessoal! Achei bacana a forma como vcs trataram o plebiscito aq. Colocando mesmo para discussão e n simplesmente reproduzindo conteúdo! Estou pesquisando a utilização das ferramentas da web 2.0 na campanha.

  • http://www.movimentossociaisnaweb.blogspot.com Lívia Alcântara
  • Estopa

    Plebiscito Popular – tem plebiscito particular ?