O Governo ataca Unidades de Conservação e servidores do Instituto Chico Mendes reagem
No dia 26 de junho foi publicada no Diário Oficial a lei nº 12.678, que altera as Unidades de Conservação na Amazônia para a construção do Complexo Hidrelétrico de Tapajós.
O Complexo Hidrelétrico de Tapajós terá cinco usinas ao longo do rio Tapajós, e uma área alagada de 1.980 km², o que corresponde a quase quatro vezes a área da Usina de Belo Monte. A primeira das cinco usinas será a Hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, que sozinha alagará uma área 43% maior que a Belo Monte, e cortará o maior mosaico de unidades de conservação da Amazônia.
Semana passada, chefes das Unidades de Conservação que tiveram sua área alterada, e analistas ambientais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, autarquia que dirige as unidades de conservação, divulgaram carta aberta à Silvana Canuto, Diretora de Planejamento, Administração e Logística do Instituto, contra as alterações feitas, afirmando que não há estudo que justifiquem a redução do tamanho das unidades:
“Como servidores públicos, no intuito de cumprir com nossas atribuições, declaramos ser grave o fato de não haver qualquer estudo que embase a desafetação, relacionando os impactos diretos e indiretos do empreendimento às características socioambientais da região. (…)
Acreditamos igualmente que a priorização de empreendimentos hidrelétricos frente à conservação da biodiversidade e ao modo de vida das populações tradicionais, utilizando-se da desafetação de áreas protegidas sem levar em conta critérios científicos e socioambientais, coloca em risco não apenas a integridade do mosaico de Unidades de Conservação gerenciado pelo ICMBio em Itaituba, mas a própria integridade do bioma amazônico.”
A carta é assinada por 15 servidores do Instituto Chico Mendes, e já é a terceira divulgada contra as mudanças nas Unidades de Conservação.
O Chamado
Ainda na carta, os servidores convocam toda a sociedade e a autoridades, “a assumir a responsabilidade de defender a democratização do processo, que gere informações com qualidade e promova amplo diálogo com atores locais, academia e poder público”.
Em pleno Ano da Energia Sustentável, o governo brasileiro regride – mais uma vez na politica ambiental, e investe na destruição do meio ambiente, e um modelo de desenvolvimento que não trás nenhum ganho socioeconômico.
Não podemos ficar calados, e passivos, diante dos mandos e desmandos do governo brasileiro, temos que levar essas denúncias à toda sociedade brasileira, e a comunidade internacional, mostrando a real face da politica ambiental do governo Dilma.


30. jul, 2012 






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