Lixo eletrônico: o que fazer com os seus aparelhos após o fim da vida útil?

Os equipamentos eletrônicos evoluem cada vez mais rápidos, nossos usados parecem obsoletos diante dos novos modelos e suas funções quase inacreditáveis. Assim, o ser humano ganhou uma nova necessidade indispensável, a de ser manter sempre atualizado  frente às inovações tecnológicas.

Lagos, Nígeria. fonte: Basel Action Network-BAN

Os equipamentos não mais usados ficam guardados em gavetas ou jogados na despensa, ou ainda mais frequente, são descartados no lixo comum. Contudo, esses resíduos eletrônicos, mais conhecidos como e-lixo, são produzidos com substâncias nocivas, e não podem ser descartados de forma incorreta.

Aproximadamente 80 milhões de celulares entram no mercado todos os anos, menos de 2% destes são descartados de forma correta, os outros, mais de 98%, são guardados em casa ou vão parar em lixões.

Segundo o relatório Recycling – from E-Waste to Resources, divulgado pela ONU em fevereiro de 2010, os chineses produzem 2,3 milhões de toneladas de lixo eletrônico, perdendo apenas para os Estados Unidos, que produzem 3 milhões de toneladas. No Brasil são produzido 0,4 toneladas de lixo eletrônico por habitante.

O projeto e-lixo maps

O projeto e-lixo maps é uma parceria da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo com o Instituto Sergio Motta. O objetivo do projeto é facilitar o acesso das pessoas aos locais que coletam o lixo eletrônico. Basta entrar no site do projeto, digitar o seu CEP e o tipo de lixo eletrônico que você pretende descartar, desta forma, é possível encontrar todos os locais mais próximos de sua casa que recebem e reciclam esse tipo de resíduo eletrônico.

Infelizmente, o projeto possui apenas o cadastro de estabelecimentos de coleta, e/ou reciclagem no estado de São Paulo.

Confira abaixo uma lista com as principais empresas e instituições que coletam, ou reciclam e-lixo, e entre em contato para saber se ela atende em sua cidade.

Para doar seu computador:

Comitê para a democratização da Informática (CDI);

Associação Brasileira de Redistribuição de Excedentes;

Agente Cidadão.

Para descartar seu e-lixo, as empresas Sony Ericsson, Nokia, Dell, Motorola, Vivo e TIM, possuem sistema de coleta em suas lojas ou em redes autorizadas. Para saber mais posto de coleta entre no site da  ONG Lixo Eletrônico, que fornece um banco de dados com estas informações.

Já que não dá para resistir às tentações tecnológicas, e suas funções surreais, mas por vezes desnecessárias, o mais sensato é fazer o correto descarte destes equipamentos, e não poluir ainda mais o ambiente.

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  • http://twitter.com/harlanrodrigo Harlan Rodrigo

    Então, é massa a divulgação de locais que recebem esses materiais para descarte, principalmente coisas relacionadas a computadores e celulares, que talvez sejam os eletrônicos mais descartados.

    Sò que não concordo de forma nenhuma que existe hoje uma necessidade indispensável ao ser humano que é se manter atualizado à essas novas tecnologias, principalmente no que se refere a ter essas tecnologias. Isso não é nada necessário, é supérfluo! A grande maioria é supérfluo. Quantos bilhões de pessoas vivem sem isso sem sentir falta? Necessidade indispensável é comida, é roupa, é lazer, saúde, educação, etc…

    Dá sim para resistir às tentações tecnológicas. Nós, enquanto pessoas que cremos que há alternativas para esse mundo de destruição ambiental não podemos simplesmente consumir como loucos a cada novo produto que surge com algumas inovações. Isso é ser insustentável. Não é descartando corretamente o nosso que vai deixar tudo bonitinho não. Quando Carlos Walter fala da colonização dos corações e das mentes é bem nessa linha, isso é uma imposição do mercado e temos por obrigação não concordar e, além disse, ter posturas contrárias.

    • http://twitter.com/diegolobo Diêgo Lôbo

      Harlan, eu entendi totalmente o que o Dann quis dizer, e concordo com ele. Mais uma vez você está radicalizando: não podemos pensar em 1 ou 2, isso nos limita. Até poderíamos, mas dificilmente iremos viver sem esses equipamentos, como TV, laptop, celular, etc… Acho que não temos direito de dizer a um trabalhador, que tem a TV como única forma de lazer, que ele não pode adquirir um novo aparelho, com novas funcionalidades, dividido em 12x,”apenas” porque nós achamos supérfluo. Isso é errado, é radicalismo… isso nos rotula da pior forma.
      Discordo também quando diz que as pessoas que não tem esse tipo de coisa não sente falta, elas podem não ser informadas que tais coisas existem, mas a partir do momento que tomam conhecimento, farão de tudo para tê-lo – como se acabar de trabalhar e comprar em parcelas.
      O mundo vai desenvolver-se, quer compremos novas bugigangas ou não. A ideia é que estas passem a ser mais sustentáveis – e essas sim seriam grande inovações que valeriam a pena. Ou não o faria porque acha desnecessário?

      • http://twitter.com/DannRocha Dann Rocha

        “Quando Carlos Walter fala da colonização dos corações e das mentes é bem nessa linha, isso é uma imposição do mercado e temos por obrigação não concordar e, além disse, ter posturas contrárias.” Ter obrigação de não aceitar, também não seria uma imposição? Por vezes esquecemos que o mercado é uma ideologia, e como tal, pode ser coercitivas, e perversa com tantas outras.

        Manter atualizado frente às inovações tecnológicas, tornou sim algo indispensável, não somente em relação a aparelhos, mas também as outras tecnologias. A evolução deste equipamento é algo que não se dá mais para frear, e acho que nosso papel não é boicotar ou se abster deles, mas sim, de participar do processo, tentando torna esse equipamentos mais sustentáveis, e que sejam devidamente descartados, ou reciclados.

  • http://twitter.com/harlanrodrigo Harlan Rodrigo

    Ter obrigação de não aceitar não é uma imposição, é um posicionamento interno que temos que ter frente a todas essas ideologias do mundo (pós)moderno tenta nos impor. O mercado, e toda sua macro-estrutura, impõe a nós de forma vertical, é exógeno isso, diferente de um posicionamento interno que tomamos por não concordamos com práticas degradantes.

    Acho que realmente precisam ler as coisas com mais atenção, se lembrar mais dos vídeos que assistem e por aí vai. Não é reciclando e dando um destino correto ao nosso lixo de cada dia que o mundo vai melhorar não. O filmezinho “A história das coisas” mostra isso, saem muitos mais produtos das fábricas do que as que são descartadas. O consumo é sim hoje em dia um dos grandes geradores de problemas ambientais e uma das coisas que o faz crescer em ritmo alucinante é essa ideologia de que precisamos trocar nossos produtos constantemente, isso não é necessário! Já ouviram falar da famosa obsolescência planejada né? Vcs concordam então com essas práticas das empresas? E a obsolescência perceptiva que o vídeo também traz, será que é legal jogar fora algo que está bom só porque já tem outra coisa mais avançada? Se continuarmos nessa lógica de vocês vai ser sempre assim, não vai existir mudança nenhuma e as coisas só vão piorar.

    Quem são os maiores agente impactantes no mundo, os 3 bilhões mais pobres ou os 20 milhões mais ricos? Eu tenho essa resposta clara na minha cabeça e já sabem qual é. Vejam os dados que vocês tanto gostam, como da Pegada Ecológica e verão isso.

    “Discordo também quando diz que as pessoas que não tem esse tipo de coisa não sente falta, elas podem não ser informadas que tais coisas existem, mas a partir do momento que tomam conhecimento, farão de tudo para tê-lo – como se acabar de trabalhar e comprar em parcelas.” – Esse é o problema, assim não vai ter nenhuma mudança possível para vocês. Se o que é ser desenvolvido ou se a meta a ser buscada é viver nos padrões europeus e norte-americanos de consumo, já que é isso que se fala aqui, tá na hora de acabar logo com o planeta, porque ele não vai aguentar.

    Eu ainda procuro entender o que é ser sustentável para o debate ambiental hoje em dia, principalmente nos blogs.

  • Milene

    Reciclo há 14 anos….tudo eu descarto no lugar adequado para aquele tipo de material, porém, estou com dificuldades de encontrar um local e/ou endereço para descartar o lixo eletrônico. (ex. rádio, telefone e barbeador elétrico, televisão.).