Governo quer mudar leis que favorecem a destruição do Meio Ambiente

Construção de estrada em Maracaípe – PE ignora a presença de mangue. Foto: Movimento Salve Maracaípe

Segundo notícia divulgada ontem, na Folha Online, o Governo estuda flexibilização nas leis de proteção do meio ambiente para diminuir as exigências para construção e exploração dos recursos ambientais. O próprio nome do pacote de mudanças já diz para que veio: “choque de gestão ambiental”. O seu objetivo seria “aplicar a cada tipo de obra regras específicas, em vez da regra única existente hoje”. Ou seja, abrir mais brechas  na ligislação ambiental do país.

Tal medida, caso aprovada, teria inúmeras consequências: certas autorizações deixariam de ser dadas via licenciamento ou por instâncias maiores, passando esta decisão ao orgão ambiental – não preciso aqui lembrar o quão corruptíveis são esses orgãos; na exploração do petróleo,  destruidora nata, menos licenças seriam necessárias, diminuindo tempo e responsabilidades daqueles que exploram a área; há a proposta também dos inventários da biodiversidade do local onde passam linhas de transmissões não ser mais necessário. Também, há alguns meses foi aprovada a proposta do deputado José Nobre Guimarães (PT-CE), que dispensa de licença ambiental prévia obras de construção e conservação de rodovias brasileiras.

Para mim, essas medidas trazem consigo – desculpem o termo – descaradamente interesses econômicos. Mais uma vez o Governo brasileiro toma o desenvolvimento econômico insustentável, sem estudos ou maiores discussões, como o “melhor” para o país e seus habitantes. É muito claro quem sairá beneficiado: as construtoras e grande operadores, que não necessitarão esperar como hoje para construção de estradas, linhas de transmissões, e até mesmo as exploradoras de petróleo – olha o $pré-sal$ aí… influenciando já na destruição das leis ambientais.

É preciso lembrar também quais os tipos de empreendimentos que essa “flexibilização” facilitaria: estradas, hidrelétricas, exploração de petróleo. Alguém vê um padrão? Projetos antigos de desenvolvimento, coisa do século passado, quando se pensava que era preciso interligar o país através de rodovias; são baseados na exploração do trabalhador e do meio ambiente, no enriquecimento dos grandes empresários, colaborando  com a má distribuição de renda no país, aumentando a diferença entre os ricos e pobres e levando o país para o passado. Se engana quem pensa que isso é desenvolvimento, pelo contrário, estamos fincando mais ainda nosso lugar no passado – sem investir no futuro. Opções? Transportes eficientes e alternativos, energias eficientes e alternativas.

Leia aqui um pouco mais sobre as consequências da construção de estradas para o meio ambiente.
Leia também nota pública sobre pavimentação de estradas na Amazônia
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  • Felipe2009souza

    Ambientalistas hipócritas e falso moralistas… enquanto vocês criticam e tentam a todo custo prejudicar a produção brasileira de alimentos, os americanos, maiores produtores e exportadores de alimentos (Brasil tá em segundo) não ta nem aí com isso. Vejam só, vocês criticam e jogam argumentos sem embasamento científico, portanto o que falam não é fato, e se não é fato não é exato. Em novembro de 2010 foi realizado o “Fórum da Biodoversidade” em São Paulo e o advogado americano Jonathan Lash presidente do WORLD RESOURCES INSTITUTES (WRI) em sua palestra falou que os congressitas americanos ainda não acreditam nessa fajuta história de aquecimento global (lembrando que foram eles que realizaram os poucos estudos existentes sobre essa teoria), e ainda mais, falaram que se o governo adotase um código florestal como esse do Brasil haveria no mínimo queda do governo e de todo congresso, pois seria considerado CONFISCO DE TERRAS!!! Lembrando vocês que a reserva legal adotada pelo código florestal brasileiro não existe em NENHUM outro país no mundo!!!! E vocês sabem, ou deveriam saber, que um bioma completo não se comporta em míseros 20% ou 50 ou 80% da área de uma propriedade rural, ou seja, seria cargo do executivo elaborar mais parques com áreas maiores que permitam a conservação de espécies nativas de fauna e flora. Para alertá-los da nossa competência em produzir alimentos: Em 1965, quando foi adotado esse código florestal, produzíamos 20 milhões de toneladas de alimentos e de lá pra cá o Brasil aumentou em 10% sua área utilizada em produção de alimentos, mas… hoje o Brasil produz 150 milhões de toneladas de alimentos, colaborando com 40% do saldo positivo da BALANÇA COMERCIAL!!!! E se continuarem pensando nessa revisão é bom que saiba que mais de 90% das mais de 5 milhões de propriedades produtoras estaram ameaçadas!!!! Outra, não dou créditos nenhum a esses comentários de ambientalistas nerdzinhos revoltadinhos, aliás, nem mesmo o cargo maior do executivo relacionado a vocês, isso mesmo A MINISTRA DO MEIO AMBIENTE IZABELLA TEIXEIRA os chamaram de BIODESAGRADÁVEIS no fórum citado acima, chamando de BURRA a incapacidade de diálogo dos setores ambientalistas e mesmo de ONGs transnacionais. Ficam vocês sabendo que a OCDE dise que a oferta de alimentos deverá aumentar em 20% nos próximos anos e os 20 países mais ricos do mundo terão que assumir essa demanda, sendo que a Uniao Europeia deverá atender 4%, EUA e Canadá 15%, China, Índia e Ucrânia com 25% e o BRASIL=40%!!!!!!!!!!!! Vejam só o nosso desafio=oportunidade. O Brasil, segundo reportagem da revista The Economist lançada ano passado é o país mais sustentável do mundo em produção de alimentos. Podem ficar tranquilos, não serão vocês que irão prejudicar nosso caminho como maiores produtores de alimentos de qualidade no mundo e com sustentabilidade, até mesmo, como citado acima os Biodesagradáveis (by Ministra do Meio Ambiente) não terão forças nem argumentos de frear a maior e mais importante fonte de divisas para nosso país.

    Ass. Felipe Souza, Eng. Agrônomo (Patriota ao Extremo).

    • http://twitter.com/diegolobo Diêgo Lôbo

      Felipe, muito obrigado pela sua colaboração.
      Obviamente o “E esse tal meio ambiente?” tem um pensamento diferente do seu, como pode ver em todos os nossos posts e ações. Mas achamos que um debate se baseia, primeiramente, no princípio do respeito e da boa educação, coisas que faltaram no seu comentário. Se quiser conversar e debater civilizadamente, estamos à disposição para trocar ideias, sem ofender ninguém!

      Att,
      Diêgo Lôbo
      Editor-chefe