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	<title>E esse tal Meio Ambiente?</title>
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		<title>O Perigo do Moderno Ecologismo e o Temor de Darwin</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 15:46:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Autor Visitante</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Um alerta em relação ao movimento ambiental atual e o perigo de cair na superficialidade de seu significado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: right;">por <strong>Roberto Leonan M. Novaes*</strong></p>
<p>Certa vez participei de um evento de ecologia em Minas Gerais e ouvi a palestra de um homem que se dizia ativista ambiental e explanava a sua aparente preocupação com o futuro do planeta. Esse homem falou sobre aquecimento global, redução do consumo, estratégias de reutilização do lixo, etc. Tudo corria muito bem até que, para a minha decepção, ele se perdeu em seu próprio conceito e disse “a existência da nossa sociedade destrói tudo o que é natural do planeta e nós, como seres superiores, não podemos acabar com os animais e as plantas”.</p>
<p>Não, nossa sociedade não destrói tudo que é natural, simplesmente porque nossa sociedade também é algo natural. Nós fomos gerados pelos mesmos processos de evolução e seleção natural que gerou todas as outras espécies desse planeta e por isso temos tanto direito à vida quanto elas. Nós somos naturais da Terra e as modificações que fazemos em nosso planeta também são naturais, aliás, elas são fruto da existência de uma de suas espécies: o homem. Entretanto, também não somos tão especiais assim. Somos uma espécie como qualquer outra, seja biologicamente ou socialmente.</p>
<p>Temos que analisar com cuidado o posicionamento que atribuímos à nossa existência neste planeta. Durante séculos o homem se viu como um ser único e superior a todas as outras formas de vida. O resultado foi desastroso. Nós ocupamos, consumimos e exploramos quase tudo que estava a nossa volta, simplesmente porque nos achamos donos da Terra, o que não é nenhuma surpresa, e acho até bem lógico para a época. Mas o tempo passou, e uma das coisas que realmente nos separa das outras espécies é a capacidade que nós temos de avaliar as situações, fazer projeções e tomar atitudes que podem influênciar todos os habitantes da Terra.</p>
<p>Frente a crise ambiental que estamos passando, uma onda de pensamento ambientalista, que eu chamo de ecologismo, vem varrendo a sociedade humana e é aí que mora o perigo. Já vi pessoas fazendo o mesmo papel do homem dos séculos passados, só que ao inverso, colocando a humanidade como a escória da natureza. Só que essa visão pode ser tão perigosa quanto a outra. O ecologismo está trazendo a tona uma sobrecarga de informações, e banalizando as discussões ambientais atuais, e como disse o biólogo Efraim Rodrigues em seu maravilhoso blog “na falta de argumento melhor, a pessoa se diz um grande ambientalista porque sua tia tem uma horta cercada de garrafas PET”. Isso pode ser um perigo iminente tanto quanto a liberação de carbono na atmosfera e está na hora de encaramos isso com seriedade. Os problemas ambientais atuais devem ser trazidos pra mídia sim, debatidos em escolas sim, mas não devem ser tratados como a tendência na nossa década ou como mais um estilo de vida.</p>
<p>Aliado ao ecologismo, creio que um dos maiores problemas para a conservação da natureza atualmente seja esse abismo entre o homem e as outras espécies. Nós temos muita dificuldade em aceitar que também somos animais, como qualquer outro, e que não temos nada de muito especial, mas que também não somos desprezíveis, como dizem alguns ecologistas por aí. Talvez esse fosse o maior temor de Darwin ao propor a Seleção Natural e a origem das espécies: destruir a imagem quase sagrada que o homem tem dele mesmo. Mas o que Darwin tratou como teoria, hoje é fato! Mesmo assim, mais de 200 anos se passaram desde que Darwin e Wallace expuseram e publicaram seus dados, mas nós ainda temos problemas em absorver as suas ideias. Ou nos colocamos em um patamar acima dos demais organismos de nosso planeta, como seres magnos, ou abaixo de todas as formas de vida, como os destruidores de um mundo perfeito. Mas não é assim que deve ser. Tal distanciamento não nos permite enxergar que nós também fazemos parte do mundo e que dividimos nossa casa no cosmos, a Terra, com nossos parentes, sejam eles próximos ou distantes. Se conseguirmos entender que somos só outra espécie vivente e que as nossas ações não irão afetar apenas os “animaizinhos” e “plantinhas”, mas também nós mesmos, pode ser que caminhemos para o que chamamos de “progresso”.</p>
<p>Assim como as demais espécies, nós temos nossa sociedade, selecionamos nossos hábitats e precisamos de condições ambientais propícias para sobreviver. Porém, estamos ignorando tudo isso. Enfrentamos as crises ambientais atuais completamente alheios ao que acontece ao nosso lado. Pensamos em escala global e esquecemos que os maiores problemas não são causados em dimensões apoteóticas e sim pela soma de pequenos e contínuos distúrbios. Estamos diante de uma crise ambiental que ultrapassa os limites classificativos de espécie, e começa a ameaçar uma parcela incomensurável da biodiversidade, incluindo nós mesmos.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRhHh0qC_ayaNkle6RJcw0HTZpTnvCVWkCla0szbrZFSaTrr1nuibox4XaS" alt="" width="153" height="329" />Em contrapartida, temos uma legião de ambientalistas sedentos por mudanças e decisões extremistas que possam banir os homens poluidores da Terra. O problema é que na realidade esses ambientalistas não pensam, não falam e não agem. Quantos blogs iguais ao meu existem por aí? Quantos textos revoltados ou pomposos sobre ecologia você já leu por aí? E no final das contas o impacto disto foi substancial? Creio que não. Parte dessas pessoas vive um ecologismo momentâneo, normalmente alimentado pelo número de seguidores em seus twitters.</p>
<p>Então cuidado ao sair levantando a bandeira ecológica por aí. A cor verde nunca esteve tão em voga nos últimos anos, seja das notas de dólares americanos ou dos falsos projetos de apoio ao selo ambiental. E nunca se esqueça, o verde não é um estilo de vida, é só uma cor!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>* Roberto Leonan M. Novaes é Técnico em Meio Ambiente, graduando em Ciências Biológicas pela UFRJ e atua em pesquisas científicas no Departamento de Zoologia da UNIRIO. &lt;</strong><a href="mailto:robertoleonan@gmail.com"><strong>robertoleonan@gmail.com</strong></a><strong>&gt;</strong></p>

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		<title>Inabalável: a vida de uma ambientalista Queniana</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Feb 2012 14:50:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Witchs</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[inabalável: memórias]]></category>
		<category><![CDATA[quênia]]></category>
		<category><![CDATA[wangari maathai]]></category>

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		<description><![CDATA[Conheça a história de Wangari Maathai, ativista política, feminista e ambientalista do Quênia, através de sua autobiografia "Inabalável: memórias".]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;">No primeiro dia deste ano eu estava em uma cidade litorânea aqui do Rio Grande do Sul, onde uma amiga tem casa, quando encontrei uma loja dessas que vendem revistas, mas a loja não vendia apenas revistas. Havia muitos livros lá, e o melhor: todos muito baratos! Eu estava com pouco dinheiro, mas acabei levando dois livros que me chamaram a atenção, e é sobre um deles que quero falar aqui. O livro se chama <em>Inabalável: memórias</em>. Eu sei que não é justo julgar um livro pela capa, mas, como sou um grande apreciador do visual, confesso que a capa do livro me atraiu por ter um design limpo e icônico, apesar de as mãos desenhadas na capa me remeterem às mãos segurando uma maçã na capa do livro <em>Crepúsculo</em>. Após ler a orelha do livro, percebi que se tratava de uma autobiografia que merecia ser lida.</p>
<div id="attachment_6784" class="wp-caption alignright" style="width: 207px"><a href="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2012/02/INABALAVEL_1257729203P1.jpg"><img class="size-full wp-image-6784" title="Inabalável: memórias" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2012/02/INABALAVEL_1257729203P1.jpg" alt="" width="197" height="284" /></a><p class="wp-caption-text">Capa do livro &quot;Inabalável: memórias&quot;</p></div>
<p style="text-align: justify;">A autora da autobiografia é Wangari Maathai – talvez você reconheça este nome – uma ativista política, feminista e ambientalista do Quênia. Em seu livro, a autora conta sobre sua vida desde antes de nascer, resgatando a história cultural de seu povo, os quicuios – um dos 42 grupos étnicos do Quênia. Em suas memórias, Maathai, nascida em 1940, conta como conseguiu ter uma educação formal, mesmo que muitas meninas de sua época não frequentassem a escola; seus estudos com os católicos missionários, sua formação como bacharel em Ciências e mestre em Biologia nos Estados Unidos, até a continuidade de sua formação acadêmica no pós-doutorado e o trabalho como professora universitária. Wangari Maathai foi a primeira mulher da África Oriental e da África Central a concluir um curso de doutorado e a dirigir um departamento de uma universidade no Quênia.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas não são os detalhes acadêmicos (embora eu os adore) que mais chamam atenção na história da vida de Maathai. No livro, ela conta os motivos políticos e pessoais que a levaram a fundar o <em>Movimento Cinturão Verde,</em> em 1977. O movimento, que consiste em incentivar mulheres do campo a plantar árvores em suas aldeias e a construir viveiros de mudas – um trabalho remunerado – se difundiu pelo Quênia e posteriormente por outros países da África, colaborando com a recuperação de florestas nativas do continente.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_6785" class="wp-caption aligncenter" style="width: 570px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-6785  " title="Wangari Maathai" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2012/02/Wangari-Maathai-guardian.jpg" alt="" width="560" height="320" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Wangari Maathai, vítima do câncer, morreu em setembro de 2011, aos 71 anos.</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-align: justify;">No entanto, o movimento não se manteve nas causas ambientais. Maathai sabia que o descaso com o ambiente era um problema ligado às políticas públicas de um governo corrupto; por isso, ela fez do movimento uma ampla campanha pela democracia no Quênia. A luta da ativista pela democracia fez com que ela fosse para a cadeia várias vezes, mas quando um novo governo assumiu o poder em 2002, Maathai foi eleita para o Parlamento e, posteriormente, escolhida como ministra assistente do Meio Ambiente.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Wangari Maathai foi vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2004 e recomendo sua história de vida contada por ela mesma no livro <em>Inabalável: memórias</em>, de 2007. A humildade com que Maathai conta sobre sua trajetória não inibe a expressão de sua inteligência e cada palavra me seduziu a querer saber mais sobre essa incrível mulher e sobre o seu povo. Antes de encerrar, conforme me foi solicitado no final do livro, divulgo aqui o trabalho do Movimento Cinturão Verde, que você pode verificar através do site <a href="http://www.greenbeltmovement.org" target="_blank">www.greenbeltmovement.org</a>. Espero que muitas pessoas possam se inspirar pelas ações de Maathai para contribuir com um mundo mais justo e sustentável.</p>

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		<title>Participe do Planejamento do Blog: dê-nos sua opinião</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Feb 2012 21:48:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diêgo Lôbo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ocasião Especial]]></category>
		<category><![CDATA[3 anos de blog]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Estamos fazendo um planejamento de nossas ações para os próximos dois anos e gostaríamos muito da opinião de você que nos acompanha]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Os leitores mais assíduos já devem ter percebido uma considerável diminuição em atualizações ultimamente aqui no blog. Infelizmente, a equipe diminuiu e o começo de ano nunca é uma boa época no que se refere à estímulo e empolgação. Por outro lado, podem observar também que estamos, como nunca, assíduos e em constante interatividade em nossas redes sociais: <a href="https://www.facebook.com/essetalmeioambiente" target="_blank">facebook</a> e <a href="https://twitter.com/essetalmeioamb_/" target="_blank">twitter</a>.</p>
<p>Mas, em altos e baixos tempos, a gente sempre acaba levantando com muito mais força &#8211; e é exatamente nessa situação que nos encontramos agora. Estamos em um<strong> processo de planejamento estratégico</strong>. O que é isso? Vou explicar. Estamos repensando nossas estratégias, nossa forma de levar a vocês as novidades, opiniões e críticas sobre as questões ambientais, em sua região, nosso país e em todo o globo.</p>
<p>A inovação não é fácil, mas é essencial para mantermos um trabalho interessante e pertinente a medida que o tempo passa. Em 2012 fazemos 3 anos de existência. Idade considerável para um blog que trata do meio ambiente. Por isso, queremos chegar nessa data por cima, e sua ajuda é essencial neste processo.</p>
<p>Construímos uma pequena pesquisa que nos ajudará nesse planejamento. Suas respostas farão parte de nossos insumos para melhorar todo o blog, as redes em que ele articula-se e o modo como nos apresentamos a vocês. A pesquisa dura <strong>menos de cinco minutos</strong>, e é muito importante para nós saber a opinião de vocês.</p>
<p>Então, <strong><a href="https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dG9iMVE1a0dDVVNtb3lGOWFQTzdJU1E6MQ" target="_blank">cliquem aqui e respondam às perguntas</a></strong>.</p>
<p>Prometemos a vocês que, a partir de suas respostas, muitas novidades virão. Fiquem ligados! <img src='http://essetalmeioambiente.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>&nbsp;</p>

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		<title>Herói da Floresta: ONU reconhece luta de brasileiro em defesa das florestas</title>
		<link>http://essetalmeioambiente.com/heroi-da-floresta-onu-reconhece-luta-de-brasileiro-em-defesa-das-florestas/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 12:38:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danilo Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ano Internacional das Florestas]]></category>
		<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
		<category><![CDATA[greenpeace]]></category>
		<category><![CDATA[Herói da Floresta]]></category>
		<category><![CDATA[José Cláudio Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Maria do Espírito Santo]]></category>
		<category><![CDATA[onu]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Adario]]></category>

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		<description><![CDATA[Encerrando oficialmente o Ano Internacional das Florestas, a ONU premiou pessoas que têm lutado em defesa e a preservação das florestas. Entre os premiados está o ambientalista brasileiro Paulo Adario, diretor da Campanha Amazônia do Greenpeace, que recebeu o título de “herói da floresta”. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;">Encerrando oficialmente o <a href="http://essetalmeioambiente.com/comeca-2011-o-ano-internacional-das-florestas/" target="_blank">Ano Internacional das Florestas</a>, a ONU realizou esta tarde uma premiação em Nova Iorque, na qual foram premiadas pessoas que têm lutado na defesa pela preservação das florestas.  Entre os premiados está o ambientalista Brasileiro Paulo Adario, diretor da Campanha Amazônia do Greenpeace, que recebeu o título de “herói da floresta”.</p>
<p style="text-align: justify;">A ONU recebeu 90 indicações de 45 países. Quinze pessoas ficaram entre as finalistas. Além de Adario, os escolhidos foram Paul Nzegha Mzeka, de Camerões, Shigeatsu Hatakeyama, do Japão, Anatoly Lebedev, da Rússia, e Rhiannon Tomtishen e Madison Vorva, dos Estados Unidos.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2012/02/adario.jpg"><img class="size-medium wp-image-6732 aligncenter" title="adario" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2012/02/adario-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Segundo Adario, em entrevista publicada no Jornal Estado de São Paulo, ser considerado herói da floresta é complicado, “ainda mais em uma região que tem tanta gente lutando e morrendo pela defesa da floresta. Na verdade, há heróis da floresta espalhados pela Amazônia inteira”.</p>
<p style="text-align: justify;">O ambientalista vê com cautela e preocupação a política ambiental brasileira. Em material divulgado pelo Greenpeace, Adario afirmou:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Enquanto no exterior o Brasil vende uma imagem de defensor da Amazônia, ajudado pelo fato de que o desmatamento vem caindo nos últimos anos, na prática, várias medidas caminham na contramão desse esforço (&#8230;) Áreas protegidas estão sendo reduzidas pelo governo Dilma, grandes projetos de infraestrutura estão atropelando a região e a presidente da República está se omitindo na discussão sobre o enfraquecimento do Código Florestal, gestado pelos ruralistas no Congresso Nacional”.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Além de Paulo Adario, a ONU concedeu um prêmio especial póstumo ao casal José Claudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo, <a href="http://essetalmeioambiente.com/martires-ambientais-acorda-brasil-e-olha-a-que-ponto-chegamos/" target="_blank">assassinado em maio passado no Pará</a>. Eles eram líderes de um assentamento extrativista e combatiam a ação de madeireiros ilegais.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar da ONU não ter divulgado nenhuma declaração sobre as contradições da política ambiental brasileira, principalmente sobre a aprovação da reforma do Código Florestal, o título concedido ao ambientalista Paulo Adario, e o prêmio póstumo ao casal José Claudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo, pode ser entendido como um aviso que o mundo está prestando atenção nas contradições do governo brasileiro. Se liga, Dilma!</p>

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		<title>Quanta polêmica cabe em uma sacolinha?</title>
		<link>http://essetalmeioambiente.com/quanta-polemica-cabe-em-uma-sacolinha/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 22:12:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Shintani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[resíduos sólidos]]></category>
		<category><![CDATA[sacola plástica]]></category>
		<category><![CDATA[são paulo]]></category>
		<category><![CDATA[supermercado]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma semana após a aprovação da lei que proíbe o uso de sacolas plásticas nos supermercados do estado de São Paulo e a polêmica que divide opiniões ainda está em pauta (e continuará por um bom tempo).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;"><a href="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2012/01/sacola.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-6702" title="sacola" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2012/01/sacola-300x199.jpg" alt="" width="270" height="179" /></a>Em meados de 1950, surgem as sacolas plásticas, com o intuito de facilitar o transporte de produtos pelos consumidores. Entretanto, essa praticidade toda transformou-se em poluição.</p>
<p style="text-align: justify;">O plástico é um subproduto do petróleo, e apesar de muitos acreditarem que em 500 anos ele seja decomposto, isso é um engano, pois não existem (não foram descobertos) microorganismos que decomponha o plástico. Assim, como é falsa a ideia de que sacolas oxibiodegradáveis sejam realmente degradáveis. O que ocorre é a quebra sucessiva de suas moléculas*.</p>
<p style="text-align: justify;">Em meio a toda essa polêmica, li alguns comentários questionando até que ponto essa proibição das sacolas plásticas têm a ver com o meio ambiente. Quanto a isso, só tenho a fazer um convite aos que ainda têm dúvidas: visitem um aterro sanitário ou local em que sua prefeitura destina o lixo coletado. Acho que terão uma resposta.</p>
<p style="text-align: justify;">A reciclagem das sacolinhas seria a solução, se ela fosse mais barata que fazer uma nova. Também diria que a reutilização seria a melhor alternativa, se as sacolas nacionais tivessem mais qualidade. Poderíamos reutilizá-las muitas vezes. Aliás, essa baixa qualidade faz com que muitas pessoas peçam 2 unidades para carregar suas compras. Mais poluição. Sem contar que uma sacola rasgada, nem reaproveitada é. Vão direto pro lixo.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2012/01/turtle_plasticbag031.jpg"><img class="size-medium wp-image-6707 alignleft" title="tartaruga sacola plástica" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2012/01/turtle_plasticbag031-300x187.jpg" alt="" width="270" height="168" /></a>Os aterros e lixões só não estão sufocados pelo plástico, porque toneladas de plástico vão para os oceanos, através do esgoto, do ar e até mesmo por despejo proposital do ser humano, que descartam imensas quantidade de plástico em alto mar.</p>
<p style="text-align: justify;">Quantos animais marinhos não morrem por causa de sacolas plásticas?</p>
<p style="text-align: justify;">Mas como forrarei o meu cestinho de lixo do banheiro?</p>
<p style="text-align: justify;">Jornal é a alternativa mais prática. Vários vídeos na internet ensinam como fazer origami em folhas de jornal para utilizar em seu cesto de lixo. Sugiro também, utilizar sacos de pão.</p>
<p><center><object width="480" height="360" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/9ZbH9E6eISc?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="480" height="360" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/9ZbH9E6eISc?version=3&amp;hl=pt_BR" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></center></p>
<p style="text-align: justify;">Outra questão interessante é sobre a cobrança dessas sacolas. Porque cobrar ao invés de eliminar de uma só vez?</p>
<p style="text-align: justify;">Bom, estamos habituados a usar sacolas plásticas, e como todo hábito, não é fácil mudá-lo. Exige disciplina e boa vontade das pessoas. A briga de quem lucra com essa cobrança é algo que deixo para os representantes dos setores de plástico e supermercados. O que sabemos é que em nada mudará o preço dos produtos, e se mudar, será coisa mínima.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, mexer no bolso do cidadão, é estimular sua cooperação. Parece sarcasmo, mas é a mais pura verdade.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao que tudo indica, as sacolinhas serão exterminadas do comércio. Imaginem os transtornos causados, se fossem banidas da noite pro dia, sem qualquer alternativa. Caos nos supermercados.</p>
<p style="text-align: justify;">Hábitos não são fáceis de mudar. Eu penso que uma sacolinha que eu deixe de pegar faz a diferença.</p>
<p style="text-align: justify;">E aquele monte de embalagens?</p>
<p style="text-align: justify;">Desde 2010, está em vigor a Política Nacional dos Resíduos Sólidos, que apresenta a logística reversa, obrigando os fabricantes, distribuidores e vendedores a recolherem as embalagens usadas. A medida vale para materiais agrotóxicos, pilhas, baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas e eletroeletrônicos.</p>
<p style="text-align: justify;">A tendência é que em breve, essa medida seja disseminada a outros setores industriais, principalmente, o alimentício.</p>
<p style="text-align: justify;">Não estaremos livres de sacolas plásticas tão cedo. Ainda mais no sistema econômico em que vivemos. O consumismo é a real fonte de toda essa poluição. E a educação é a salvação.</p>
<p style="text-align: justify;">E você, <a href="http://essetalmeioambiente.com/voce-e-a-favor-de-uma-lei-que-proibe-o-uso-das-sacolas-plasticas/" target="_blank"> é a favor de uma lei que proíba o uso das sacolas plásticas?</a></p>
<p style="text-align: justify;">*<a href="http://bbel.uol.com.br/comportamento/post/sera-o-fim-das-sacolas-plasticas/page1.aspx" target="_blank">Será o fim das sacolas plásticas?</a></p>
<p style="text-align: justify;">___________________________________________________</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Como fazer uma ecobag de camiseta</strong></p>
<p style="text-align: center;">
<p><object width="590" height="360" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/shPZKyB3JiE&amp;hl=en_US&amp;feature=player_embedded&amp;version=3" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed width="590" height="360" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/shPZKyB3JiE&amp;hl=en_US&amp;feature=player_embedded&amp;version=3" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" /></object></p>

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		<title>Feira da Agricultura Limpa é alternativa em São Paulo</title>
		<link>http://essetalmeioambiente.com/feira-da-agricultura-limpa-e-alternativa-em-sao-paulo/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 22:20:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriana Minhoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde e Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[agrotóxicos]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos orgânicos]]></category>
		<category><![CDATA[Feira da Agricultura Limpa]]></category>

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		<description><![CDATA[Feira Municipal da Agricultura Limpa, realizada no Parque Burle Max, região Sul de São Paulo, valoriza produtos sem agrotóxicos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;" align="center">A realização de um sonho. É assim que os produtores participantes da <a href="http://www.agriculturalimpa.blogspot.com/2011/10/divirta-se-com-muito-mais-saude.html" target="_blank">Feira Municipal da Agricultura Limpa</a>, realizada no Parque Burle Max, região Sul de São Paulo, descrevem quando perguntados sobre a iniciativa da Prefeitura de São Paulo.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft" src="http://2.bp.blogspot.com/-Qd6q3NKuirQ/Tpw2BseFJcI/AAAAAAAAAxM/WZxCQee13Lo/s1600/ABAST%2B-%2BAgricultura%2BLimpa%2B-%2BLOGO%2Bfinal%2Bcurvas.jpg" alt="" width="235" height="244" />O cultivo dos produtos é acompanhado por técnicos do Programa Agricultura Limpa, que foi criado em janeiro de 2010, inicialmente na zona sul da cidade, para incentivar a produção agrícola no município de São Paulo e orientar a conversão da agricultura convencional em agricultura sem utilização de agrotóxicos ou produtos químicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Para a produtora de frutas e verduras, Valéria Maria Macoratti, é um grande incentivo. “Com o projeto, a gente aprende a cultivar cuidando do meio ambiente. Sinto-me realizada de morar em Parelheiros e de poder vender meus produtos sem intermediários, podendo assim aumentar minha renda.”, afirma. Da mesma forma, se sente o produtor de bananas Zundi Murakami. “Com a venda direta a gente consegue lucrar mais e assim obter melhores condições para o cultivo”.</p>
<p style="text-align: justify;">Como o tempo e valor gasto com o transporte são menores, gera-se menos poluição ao meio ambiente. Lá, uma grande variedade de produtos pode ser encontrada, entre eles diversos tipos de alface, repolho, cenoura, brócolis, couve-flor, couve-manteiga, acelga, almeirão, espinafre, rúcula, berinjela, rabanete, beterraba, cebolinha, coentro, salsinha, salsa, abobrinha, chuchu, morango, banana nanica, ervilha, caldo de cana, entre outros.</p>
<p style="text-align: justify;">O reconhecimento dos produtos sem agrotóxicos que são vendidos na feira deixam os produtores felizes. “Vendendo aqui a gente se sente reconhecido. Vendemos saúde, cuidamos da terra e isso é bom para todos.”, comenta Mauri Joaquim da Silva.</p>
<p style="text-align: justify;">Os consumidores também ganham com a iniciativa. A administradora Daniela Malik acha que o melhor é poder escolher os produtos. “Comprar aqui acaba sendo mais barato, mais saudável e fora que posso escolher tudo e conversar com os produtores.”</p>
<p style="text-align: justify;">O americano que mora no Brasil, Rick Udler, parabeniza a Prefeitura. “Estou muito feliz! Feliz mesmo! Sempre consumi produtos sem agrotóxicos. Antes aquiem São Paulotinha que ir longe de minha casa para comprar. Essa feira aqui, perto de casa, é maravilhosa e os produtos são excelentes, além do caldo de cana!”.</p>
<p style="text-align: justify;">“Caldo de cana sem agrotóxico” é assim que Zé Mineiro se destaca na feira. “Temos ótima assistência da Prefeitura e aprendemos a desfrutar e contribuir com o meio ambiente. Assim conseguimos divulgar nossos produtos”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Protocolo de Boas Práticas Agrícolas </strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Protocolo de Boas Práticas Agrícolas foi criado no mês de setembro de 2010 através de Decreto Municipal (nº 51.801/10), documento construído em parceria com o Governo do Estado, que dispõe de regras para produção sem geração de danos ao meio ambiente.</p>
<p style="text-align: justify;">Aderindo ao protocolo, os produtores recebem apoio da Prefeitura para converter sua produção e o direito de utilização do Selo de Indicação de Procedência Guarapiranga – a Garça Vermelha – que identifica os produtos procedentes da agricultura paulistana, cultivados segundo as boas práticas agroambientais.</p>
<p style="text-align: justify;">Para ter o direito de usar o Selo, os produtores devem adotar práticas de conservação do solo e de controle de erosão; utilizar métodos que aumentem a proporção de matéria orgânica no solo e diversificar seu uso; fazer a integração da produção animal e vegetal; utilizar adequadamente os fertilizantes; promover o uso racional da água; realizar controle de pragas e doenças privilegiando o uso de métodos de controle menos agressivos, objetivando a redução do uso de agrotóxicos até a sua eliminação; promover a recuperação, reposição e manutenção da mata ciliar e proteção as nascentes; destinar corretamente os dejetos humanos e resíduos sólidos por meio da separação; fazer Ficha Cadastral com técnicos da Casa da Agricultura Ecológica; assinar o Termo de adesão e responsabilidade ao protocolo; realizar um plano de manejo de sua propriedade para conversão total até 2014 e receber os técnicos no período para fazerem o monitoramento e relatórios sobre a conversão.</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente, a Supervisão de Abastecimento possui um cadastro com mais de 400 produtores agrícolas na cidade. Na Zona Sul, 37 propriedades agrícolas já aderiram ao protocolo de Boas Práticas Agrícolas. Muitos deles já se preparam para obter a certificação de produtores orgânicos, emitida pelo Ministério da Agricultura.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A feira</strong></p>
<p style="text-align: justify;">São seis agricultores vendendo o que plantam em suas propriedades na região de Parelheiros, extremo sul da Cidade, todos incentivados a produzir preservando o desenvolvimento dos remanescentes rurais da metrópole e a limpeza e conservação nas áreas de mananciais.</p>
<p style="text-align: justify;">O objetivo da ação é aproximar os produtores e consumidores, garantindo alimento fresco e saudável por um preço justo. Todos os produtos comercializados não possuem defensivos químicos agressivos, e são produzidos na cidade de São Paulo</p>
<p style="text-align: justify;">A feira conta com o apoio da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente e acontece todos os sábados no Parque Burle Marx, localizado na Avenida Dona Helena Pereira de Moraes, 200, Panamby, das 07h00 às 13h00. Foi inaugurada dia 15 de Setembro de 2011.</p>

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		<title>Rio + 20: objetivos deles e preocupações nossas</title>
		<link>http://essetalmeioambiente.com/rio-20-objetivos-deles-e-preocupacoes-nossas/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 16:03:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriana Minhoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia e Política]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[rio+20]]></category>

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		<description><![CDATA[Como vemos em todas as grandes reuniões que abordam o tema meio ambiente, poucas ideias realmente se concretizam. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-6680" title="Rio+201" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2012/01/Rio+2012.jpg" alt="" width="240" height="171" />Com o objetivo de assegurar o comprometimento público para o desenvolvimento sustentável, avaliar o progresso feito até o momento atual e as falhas que ainda existem na implementação de resultados já propostos, além de abordar novos desafios emergentes, a Rio +20 tem agitado o mundo dos ambientalistas, blogueiros e políticos.</p>
<p style="text-align: justify;">Afinal, o que é realmente este evento tão grandioso que reunirá tantas personalidades? Em curtas palavras, é uma mega reunião, com líderes de todo o mundo, para fazer um balanço do que foi feito desde a Eco 92 e discutir novas maneiras de recuperar os estragos já causados pelas ações dos homens.</p>
<p style="text-align: justify;">A Rio+20, conferência da ONU para a preservação do meio ambiente, acontecerá no Brasil, de 20 a 22 de junho de 2012, marcando o vigésimo aniversário da Eco 92 e o décimo aniversário da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (WSSD), ocorrida em Johanesburgo em 2002.</p>
<p style="text-align: justify;">Desta vez, serão dois temas abordados: uma economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza; e o quadro institucional para o desenvolvimento sustentável.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia 10 de janeiro deste ano foi publicado um documento intitulado Zero Draft (Rascunho Zero) da Conferência das Nações Unidas sobre o Rio+20. O documento com cerca de 20 páginas combina ideias, comentários e sugestões de propostas enviadas pelos envolvidos para elaborar um esboço a ser discutido no evento. Este documento é o primeiro de uma série de reuniões que estão no cronograma do Rio + 20.<br />
De acordo com o site <a href="http://www.ecodesenvolvimento.org.br/conexao-onu/rascunho-zero-da-rio-20-propoe-troca-de#ixzz1jovnj5oO">Eco Desenvolvimento</a>, o documento, “também batizado de &#8220;Princípios do Rio&#8221;, propõe a troca de conhecimento e desenvolvimento tecnológico entre os países, enumera medidas para promover o uso de tecnologias limpas para a produção de energia, a redução dos impactos das mudanças climáticas, a segurança alimentar, a preservação das florestas, dos oceanos e mares.”</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda de acordo com o Eco Desenvolvimento: “Embora tenham reconhecido os pontos positivos e intenções do Rascunho Zero, duas das principais ONGs ambientalistas do mundo criticaram o documento.”</p>
<p style="text-align: justify;">A WWF não esconde que o texto ignora o fato das mudanças climáticas influenciarem a produção de alimento, água e energia. Por parte do Greenpeace também houve repulsa no que diz o texto, considerado desprovido de ambição.  Para as duas ONGs, questões que vem sendo debatidas há anos pelas ONGs e pela mídia, como a proteção da vida marinha em alto mar, por exemplo, não entraram no cronograma do Rio +20, o que se torna extremamente preocupante, visto as condições atuais.</p>
<p style="text-align: justify;">Como vemos em todas as grandes reuniões que abordam o tema meio ambiente, poucas ideias realmente se concretizam. Então, o que podemos esperar da Rio + 20? Será mesmo que é certo ficar vendo “de camarote” essas catástrofes ambientais e ficar esperando que as autoridades façam alguma coisa? Porém, até quanto o “faça você mesmo” será eficiente?</p>

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		<title>Você pagaria pela Preservação da Amazônia?</title>
		<link>http://essetalmeioambiente.com/voce-pagaria-pela-preservacao-da-amazonia/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 17:09:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriana Minhoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Política]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>

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		<description><![CDATA[Governo é pago no Equador para não extrair petróleo de Floresta Amazônica. Você faria o mesmo pelo Brasil?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;">Achou estranho? Pois então saiba que no Equador não é novidade.  Lá, foi criado um plano para arrecadar dinheiro, com o objetivo de evitar a exploração de petróleo em um parque que abriga duas tribos indígenas.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir de uma iniciativa privada, foi começada a captação de recursos para evitar temporariamente a extração de petróleo no Parque Nacioal Yasuní, na Amazônia Equatoriana. Segundo o site <a href="http://www.institutocarbonobrasil.org.br/?id=729314" target="_blank">Instituto Carbono Brasil</a>, o dinheiro foi doado por autoridades europeias, governos nacionais, celebridades norte-americanas, empresas japonesas e fundações russas.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo isso em prol do parque, que em apenas um hectare, abriga cerca de 550 espécies de aves, 200 mamíferos, 47 anfíbios, 655 de árvores, duas mil de peixes e dez mil de insetos. Mesmo com a arrecadação, o governo equatoriano afirma que se não conseguir no mínimo 50% do valor que ganharia com a extração, irá prosseguir com a extração.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-6653" title="brasil" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2012/01/brasil.png" alt="" width="166" height="161" />Será que já vimos isso em algum lugar? A iniciativa privada se desdobrando para cuidar de áreas de floresta e preservação e a iniciativa pública querendo apenas fazer dinheiro (e gastar dinheiro)? Alguém já ouviu uma história de que a Amazônia brasileira vai deixar de ser nossa e passar para alguém cuidar, já que não conseguimos fazer isso, justamente por ela ser um bem da humanidade?</p>
<p style="text-align: justify;">A ineficácia dos governos em fazer algo para frear a destruição de áreas que deveriam ser preservadas faz com que iniciativas privadas, de pessoas como nós, que já sofremos com enchentes, desabamentos e seca intensa, sejam cada vez mais enaltecidas. Você doaria dinheiro para dar ao governo para que ele parasse com o desmatamento em nossas florestas?</p>

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		<item>
		<title>Arbitrariamente, governo desapropria o equivalente a 282 mil campos de futebol para construção de Belo Monte</title>
		<link>http://essetalmeioambiente.com/arbitrariamente-governo-desapropria-o-equivalente-a-282-mil-campos-de-futebol-para-construcao-de-belo-monte/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 19:37:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diêgo Lôbo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia e Política]]></category>
		<category><![CDATA[belo monte]]></category>
		<category><![CDATA[dilma rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento Xingu Vivo Para Sempre]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>

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		<description><![CDATA[Dilma e seu governo aproveitam da desmobilização da sociedade civil para favorecer o Consórcio Norte Energia]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;">É, parece que Dilma, o PT e sua patota não brincam em serviço, e já começaram o ano fazendo estrago. Após <a href="http://essetalmeioambiente.com/codigo-florestal-belo-monte-rio20-o-que-esperar-para-2012/" target="_blank">flexibilizar as áreas de Unidades de Conversação no norte do país</a>, ela agora, através da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), desapropria terras de três cidades no Pará. <strong>A área é equivalente a 282 mil campos de futebol e a metade do Distrito Federal.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Norte Energia, consórcio que administra a construção da Hidrelétrica de Belo Monte, foi autorizada a <strong>despejar os milhares de ribeirinhos, indígenas e pequenos agricultores que vivem (e sobrevivem) dessa região</strong>. E, por ter sido considerada uma ação de utilidade pública, eles podem, inclusive, alegar caráter de urgência no despejo dessas famílias. O <a href="http://www.xinguvivo.org.br/2012/01/06/governo-federal-formaliza-desapropriacoes-no-para-sem-consulta-e-explicacoes/" target="_blank">Movimento Xingu Vivo para Sempre</a>, grupo que reúne centenas de organizações, nacionais e internacionais, acusa o governo de antidemocrático, ao não consultar o povo, principal atingido pela desapropriação.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é de hoje que o governo Dilma vem ignorando os movimentos sociais e favorecendo a Norte Energia, ao mesmo tempo em que infringe, claramente, os direitos de seu povo. Parece que cada vez que conseguimos mais visibilizar e protestar contra, o governo agiliza liberações e medidas para concretizar a bendita usina.</p>
<p style="text-align: justify;">Volto a dizer: <strong>muito me admira ela, que sofreu literalmente na pele a luta pelos direitos humanos, agora ignorar o movimento social da qual fez parte, favorecendo a elite, os detentores de terras e pondo em prática um projeto ultrapassado, da ditadura militar</strong>. Eu imagino, e espero, que ela lembre todos os dias o que passou, porque em alguns anos lembraremos ao governo o que temos falado por muito tempo.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_6636" class="wp-caption aligncenter" style="width: 603px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-6636  " title="389992_342183025810194_208256929202805_1263795_424770453_n" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2012/01/389992_342183025810194_208256929202805_1263795_424770453_n.jpg" alt="" width="593" height="263" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Imagem do blog SOS Meio Ambiente</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>As populações tradicionais estão sendo exterminadas para dar lugar ao desenvolvimentismo insustentável.</strong> Peço desculpas aos que acham que esse é um bem necessário ou que isso está sendo feito para suprir a demanda energética de nosso país. Pois não está! Se você defende Belo Monte, você defende os bolsos &#8211; que não são os seus -, a destruição do meio ambiente &#8211; e com ela as chances que nosso país tem de desenvolver-se -, e o futuro do povo brasileiro. Está na hora de parar de brincadeira, egoísmo, e ignorância. Esse é um assunto sério, e precisa de discussões sérias.</p>

]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Código Florestal, Belo Monte, Rio+20&#8230; O que esperar para 2012?!</title>
		<link>http://essetalmeioambiente.com/codigo-florestal-belo-monte-rio20-o-que-esperar-para-2012/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Jan 2012 21:38:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diêgo Lôbo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia e Política]]></category>
		<category><![CDATA[2012]]></category>
		<category><![CDATA[belo monte]]></category>
		<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
		<category><![CDATA[dilma rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[rio+20]]></category>

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		<description><![CDATA[Após um ano de muita movimentação, o que esperar de 2012 para o meio ambiente? Certamente será decisivo para o Código Florestal, Belo Monte e o encontro da ONU, Rio+20.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;">E começa 2012&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">O <a href="http://essetalmeioambiente.com/2012-ano-internacional-da-energia-sustentavel-para-todos/" target="_blank">Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos</a>. O ano da Rio+20.  Mas também, o ano decisivo para o Código Florestal Brasileiro e para o movimento ambiental de um modo geral.</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente, começamos 2012 sem muitas boas notícias para dar. As chuvas que assolam os estados de <a href="http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2012/01/numero-de-cidades-em-emergencia-em-minas-gerais-sobe-para-103.html" target="_blank">Minas Gerais</a> e <a href="http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/01/quase-35-mil-pessoas-estao-fora-de-casa-por-causa-da-chuva-no-rj.html" target="_blank">Rio de Janeiro</a> deixaram vários desaparecidos e milhares desabrigados. A <a href="http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2012/01/numero-de-afetados-por-estiagem-no-rs-passa-de-460-mil-diz-defesa-civil.html" target="_blank">seca no Rio Grande do Sul</a> já atinge mais de 100 municípios, afetando a vida de mais de 460 mil pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Um caso revoltante veio à público na última semana: a <a href="http://www.cimi.org.br/site/pt-br/?system=news&amp;conteudo_id=6037&amp;action=read" target="_blank">morte de uma criança indígena por madeireiros no Maranhão</a>. O corpo da criança, carbonizado, foi encontrado em um acampamento em outubro do ano passado.  A Fundação Nacional do Índio (Funai) foi avisada na época, mas nada fez. Nenhuma investigação foi aberta para apurar o caso, afinal a quem interessa a divulgação do mesmo? A quem tem dinheiro, certamente não. Logo, também não é interessante ao Governo.</p>
<div id="attachment_6625" class="wp-caption alignleft" style="width: 283px"><img class="size-full wp-image-6625" title="FOTO8" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2012/01/FOTO8.jpg" alt="" width="273" height="186" /><p class="wp-caption-text">Dilma parece não estar muito aí para questão ambiental no Brasil</p></div>
<p style="text-align: justify;">Esse, como se não tivesse motivos o suficiente para nos revoltar, escorregou novamente. Com o intuito de facilitar a instalação de novas hidrelétricas no norte do país, a presidente Dilma publicou <a href="http://www.oeco.com.br/salada-verde/25589-atraves-de-mp-dilma-flexibiliza-area-de-mais-ucs?lang=br" target="_blank">Medida Provisória que flexibiliza as áreas de Unidades de Conservação</a>, ou seja, as diminui e dar lugar à destruição das mesmas. Mesmo tendo um <a href="http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1028604-para-ambiente-1-ano-de-dilma-e-pior-que-o-de-collor.shtml" target="_blank">desempenho pior do que Collor em relação ao meio ambiente</a>, em seu primeiro ano de governo, Dilma nos surpreende cada vez mais com sua falta de compromisso. Ela está destruindo o pouco que foi conseguido até então, e pior, ignorando todos especialistas, sociedade civil, organismos internacionais&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> O que esperar em 2012</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Além de muito calor, já que este é considerado pelos cientistas como <a href="http://www.ecodesenvolvimento.org.br/posts/2012/janeiro/ano-de-2012-sera-um-dos-10-mais-quentes-da" target="_blank">um dos 10 anos mais quentes desde 1850</a>, haverá muita tensão e decisões cruciais em jogo. Em março, o texto do Código Florestal estará de volta à Câmara dos Deputados, seguindo depois às mãos da presidente. Essa, havia prometido vetar os pontos mais duvidosos. Entretanto, em face de seus últimos feitos, ela é a mais interessada em aprovar qualquer coisa que vá favorecer ruralistas, grandes empresários e &#8220;a economia do país&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Há ainda muito o que rolar em relação à construção da Hidrelétrica de Belo Monte. O ano de 2011 trouxe maior visibilidade ao que vem acontecendo no norte do país, e vamos esperar que essa conscientização se converta em maior pressão popular. Diversos atores sociais estão tomando partido, cidadãos que antes não faziam ideia do impacto causado por Belo Monte, hoje abrem os olhos. Há ainda muita ignorância sobre o real propósito da construção da hidrelétrica, infelizmente. O Governo tem colocado a questão do crescimento econômico e crise energética como motivos para destruir o meio ambiente e infringir os direitos humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso me lembra algo que um amigo, muito oportunamente, colocou: <strong>&#8220;Se você fosse presidente de um país que é o 6° PIB e o 84° IDH, em que você investiria 30 bilhões de reais: produção industrial ou educação?&#8221; </strong>Não é preciso falar mais nada.</p>
<p style="text-align: justify;">A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, acontecerá em junho, no Rio de Janeiro. Ela trará a questão do desenvolvimento econômico de forma sustentável. Num período de crise econômica na Europa, o investimento em mitigação e prevenção será certamente comprometido. Eis aí o momento certo para o Brasil despontar como um dos líderes mundiais no que se refere às questões ambientais. Rico em biodiversidade e recursos hídricos, nada o impede, a não ser vontade política.</p>
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