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	<title>E esse tal Meio Ambiente?</title>
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		<title>A Breve Jornada de Luzia na Seca do Sertão</title>
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		<pubDate>Sat, 18 May 2013 20:31:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[1kg de amor]]></category>
		<category><![CDATA[Convivência com a seca]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta é uma narrativa fictícia que escrevi há pouco menos de um mês, mas que infelizmente se faz real no cotidiano de quem convive com a seca do sertão. A personagem aqui é a Luzia, mas poderia ser Maria, Estela, João, Pedro ou qualquer outra pessoa que sofre as consequências de uma das secas mais severas que já enfrentamos em nosso país.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[
<h3 style="text-align: right;">&#8220;Gente é pra brilhar,<br />
Não pra morrer de fome&#8221;<br />
- Caetano Veloso</h3>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter  wp-image-7924" alt="seca1" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/05/seca11.jpg" width="553" height="370" /></p>
<p><em><span class="hascaption"><span style="font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 11pt; line-height: 115%;"><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: small;">Quando Luzia nasceu, acendeu os sorrisos amarelos da mãe e dos sete irmãozinhos. Estes, de início, não disfarçaram a curiosidade: olhos arregalados, pela fome e pela novidade. Eram sete no momento; outros vieram, mas se foram ainda pequenos. Aquele novo corpo franzino parecia irradiar esperança aos quatro cantos da velha casa de barro e coberta de sapê. Ao sorrir para a filha, o rosto da mãe ficava cheio de rugas, de rachaduras, tal qual o chão árido do vasto sertão em que se fixaram. Efeito de anos sob o sol escaldante. O brilho de seus olhos refletia agora um novo brilho, o trazido por Luzia. </span></span></span></span></em></p>
<p><em><span class="hascaption"><span style="font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 11pt; line-height: 115%;"><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: small;"><span style="line-height: 115%;">A garotinha foi crescendo e as dificuldades da família, aumentando. Antes se contentava com o escasso leite que encontrava nos seios da mãe, mas agora sua barriga pedia audivelmente por mais. Era uma nova boca para alimentar, embora não menos importante aos olhos dos pais por conta disso. A luz de Luzia parecia esvair-se lentamente.</span></span></span></span></span></em></p>
<p><em><span class="hascaption"><span style="font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 11pt; line-height: 115%;"><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: small;"> No dia em que Luzia completou cinco anos não houve festa, não houve bolo, parabéns, nada disso. Nem ela sabia que era seu aniversário, porque as memórias felizes se perdiam com o tempo naquele lugar. E não havia o que comemorar, já que o pai encontrou uma de suas últimas vacas caída. A coitada não sobreviveu à severidade da seca, e seus ossos estavam tão proeminentes que pareciam querer perfurar o couro, libertar-se daquele corpo castigado.<br />
O pai tinha tanto amor por suas vacas quanto pelos próprios filhos, e ficava temporariamente inconsolável a cada perda. Mas o luto durava cada vez menos, já que a morte aos poucos se tornava um hábito, uma realidade à que a família já estava se acostumando. A chuva, ao contrário, não visitava aquela região há muito tempo. Naquele dia, a mãe cozinhou os restos da vaca e todos comeram, inclusive o pai, porque a fome falava mais alto. Depois de aliviar a fome, Luzia dormiu.</span></span></span></span></em></p>
<p><em><span class="hascaption"><span style="font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 11pt; line-height: 115%;"><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: small;">Na manhã seguinte, Luzia acordou cedo e foi buscar água com a família. Sabia que suas pernas finas tinham que aguentar uma longa caminhada. E assim foram, figuras cambaleantes e descalças, cada um com o seu balde. Depois de muito andar, encontraram uma água barrenta, resto de um pequeno poço prestes a secar. Era essa água que serviria para matar a sede da família e para cozinhar, quando houvesse o que preenchesse as panelas. Às vezes havia: um pacote de feijão de alguém que por ali passasse, principalmente em época de mudanças no governo. Nessa época, a família recebia muitas visitas ilustres. As crianças ganhavam presentes e roupas, os pais ganhavam comida. Luzia adorava quando era tempo de visita das autoridades. O que ela não entendia é o tamanho enorme da barriga daqueles homens. Sua família dividia as vacas que morriam, mas aqueles homens pareciam comer vacas inteiras!</span></span></span></span></em></p>
<p><em><span class="hascaption"><span style="font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 11pt; line-height: 115%;"><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: small;"> Depois de voltarem com a água, a mãe cozinhou palma para eles. É uma planta com espinhos que se acha por lá. A boca de Luzia não gosta muito, mas a barriga adora. Foi o que comeram ao longo do dia. Quando o céu escureceu, Luzia dormiu.<br />
Na manhã seguinte, Luzia não acordou muito bem. A barriga doía, e não conseguiu conter as lágrimas. Achava curioso ainda ter lágrimas em meio a toda aquela seca.  O olhar da mãe para ela agora era de profunda tristeza. Luzia entendia pouco do mundo, e tinha muita curiosidade a respeito de como é a vida de quem come bem todos os dias. Ela queria poder contar com isso, mas já tinha entendido que não bastava querer. Assim, ao fim de mais um dia, Luzia dormiu.</span></span></span></span></em></p>
<p><em><span class="hascaption"><span style="font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 11pt; line-height: 115%;"><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: small;"> Na manhã seguinte, Luzia&#8230; não acordou. Sua jornada de raras alegrias estava encerrada e as lágrimas da família encharcaram mais o chão do que qualquer tempestade. Sua luz se apagou, definitivamente. Ou não, talvez esteja ainda mais viva no céu daquele sertão e na mente dos que acreditam, apesar das adversidades.</span></span></span></span></em></p>
<p><em id="__mceDel">Publicado originalmente em  <a href="http://devaneiosnapontadolapis.blogspot.com.br/" target="_blank">Devaneios na Ponta do Lápis</a>.</em></p>
<p>Esta é uma narrativa fictícia que escrevi há pouco menos de um mês, mas que infelizmente se faz real no cotidiano de quem convive com a seca do sertão. A personagem aqui é a Luzia, mas poderia ser Maria, Estela, João, Pedro ou qualquer outra pessoa que sofre as consequências de uma das secas mais severas que já enfrentamos em nosso país.</p>
<p>Nossos leitores mais assíduos e atentos certamente estão por dentro desta triste realidade, que <a href="http://essetalmeioambiente.com/a-quem-serve-a-seca-do-nordeste/" target="_blank">temos tratado aqui</a>, e já sabem também que há gente solidária fazendo o mínimo possível para mudar o desfecho deste enredo, através de campanhas como <a href="http://essetalmeioambiente.com/1kg-de-amor-campanha-de-doacao-de-alimentos-a-atingidos-pela-seca-na-ba/" target="_blank">1kg de Amor</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-kWWauqxYiJ4/UMcXqgEXf6I/AAAAAAAAA7Q/cU93ek7xJBs/s1600/8.jpg" width="460" height="306" /></p>
<p>Que tais gestos se alastrem cada vez mais entre aqueles que se preocupam com o sofrimento de seus semelhantes, irradiando esperança a tantos corações sofridos e transformando as lágrimas da fome em sorrisos de gratidão.</p>

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		<title>A quem serve a seca do Nordeste?</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 13:51:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danilo Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Política]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Convivência com a seca]]></category>
		<category><![CDATA[dilma rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
		<category><![CDATA[Seca no Nordeste]]></category>

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		<description><![CDATA[É possível aprender a conviver com a seca, mas não podemos continuar convivendo com esse tipo políticos, que não representam a população e que visam apenas o enriquecimento a custa da miséria. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;">Ano passado, antes do início oficial das campanhas para as eleições municipais, <a href="http://essetalmeioambiente.com/a-seca-no-nordeste-a-insustentabilidade-e-as-eleicoes-municipais/">escrevi um texto</a> tratando do uso eleitoral das verbas destinadas às políticas de combate a seca no Nordeste. Exatamente um ano depois, volto a escrever sobre o tema, e o que era, até então, mais um grande período de estiagem, se tornou a pior seca dos últimos 80 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">A região sofre sem chuvas há praticamente três anos. Na Bahia, estado mais atingindo pela estiagem, o número de bovinos mortos já ultrapassou um milhão, segundo a Federação de Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb).  Dos 417 municípios do estado, 267 já declaram situação de emergência.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/05/130108220836flaviofornernova976x549flavioforner1.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-7902" alt="130108220836flaviofornernova976x549flavioforner1" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/05/130108220836flaviofornernova976x549flavioforner1.jpg" width="433" height="325" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A seca atinge principalmente a população mais pobre do interior do estado, que depende da agricultura e da pecuária para sobreviver. Além de não poderem produzir alimentos para o consumo e sustento, a população sofre com o aumento no valor da cesta básica que, segundo a Dieese, foi de aproximadamente 30% no estado.</p>
<p style="text-align: justify;">O sofrimento da população carente tem motivado campanhas de arrecadação de alimentos, entre elas, <a href="http://essetalmeioambiente.com/1kg-de-amor-campanha-de-doacao-de-alimentos-a-atingidos-pela-seca-na-ba/">uma iniciativa já divulgada aqui no <i>E esse tal meio ambiente?.</i></a><i> </i>A campanha <i><a href="http://www.facebook.com/1kgdeAmor">1kg de amor</a>, </i> que surgiu através do Facebook, é uma iniciativa popular para arrecadação de alimentos. A primeira cidade beneficiada com a campanha é Riachão do Jacuípe – uma das cidades mais afetadas pela seca. Cerca de 230 famílias de sete comunidades serão beneficiadas pelas doações &#8211; que já ultrapassam a duas mil toneladas.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, enquanto isso em Brasília, políticos de estados da região Nordeste travam uma guerra pelo comando dos recursos vindos do governo federal para as politicas de combate à seca.  Os recursos são oriundos principalmente do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), e da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), que juntos somam R$ 2, 6 bilhões.</p>
<p style="text-align: justify;">Vale lembrar que estamos a um ano e cinco meses das eleições de 2014, e a indústria da seca precisa de verbas para mostrar serviço antes das eleições. Mas não são apenas os políticos nordestinos que fazem uso eleitoral da seca – e, consequentemente, do sofrimento da população -, a presidente Dilma Rousseff aumentou o número de visitas à região, e de propagandas para divulgação dos gastos do governo federal com a política de combate à seca. <strong>Afinal, é no sofrimento da população que se garante o voto.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/05/130108214349flavioforner07976x549flavioforner1.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-7903" alt="130108214349flavioforner07976x549flavioforner1" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/05/130108214349flavioforner07976x549flavioforner1.jpg" width="433" height="325" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Em 2011, segundo a Polícia Federal e a Controladoria Geral da União, foram desviados R$ 312 milhões em verbas do Dnocs, contudo, os responsáveis pelos desvios não foram divulgados. Em 2012, foram investidos mais de R$ 2, 7 bilhões em medidas emergenciais e de infraestrutura de combate à seca, mas não existem informações de quanto deste dinheiro foi desviado.</p>
<p style="text-align: justify;">A um ano e cinco meses das eleições de 2014, presenciamos mais uma vez os coronéis e principais representantes da indústria da seca se mobilizarem para o uso eleitoral do sofrimento e da miséria da população. Essas políticas, que não têm cunho de convivência, são apenas para perpetuação da população nordestina como rebanho eleitoral dos coronéis. <strong>É possível aprender a conviver com a seca, mas não podemos continuar convivendo com esse tipo políticos, que não representam a população e que visam apenas o enriquecimento a custa da miséria.  </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Fotos: Flavio Forner</p>

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		<title>Participe da II Semana da Segurança Global da ONU de Segurança no Trânsito</title>
		<link>http://essetalmeioambiente.com/participe-da-ii-semana-da-seguranca-global-da-onu-de-seguranca-no-transito/</link>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 13:20:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diêgo Lôbo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[semana mundial de trânsito]]></category>

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		<description><![CDATA[Acontece essa semana, de 6 a 13 de maio, a II Semana da Segurança Global da ONU de Segurança no Trânsito, uma campanha mundial cujo tema chama atenção à melhora na segurança dos pedestres. O evento é realizado nos países signatários da Década de Ação Pela Segurança no Trânsito (2011-2020).]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[
<p>Acontece essa semana, de 6 a 13 de maio, a II Semana da Segurança Global da ONU de Segurança no Trânsito, uma campanha mundial cujo tema chama atenção à melhora na segurança dos pedestres. O evento é realizado nos países signatários da Década de Ação Pela Segurança no Trânsito (2011-2020).</p>
<p>E não é por menos. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada ano, mais de 270 mil pedestres morrem em todo o mundo, o que representa 22% do total de óbitos em acidentes de trânsito. Somente no ano passado, acidentes automobilísticos mataram 1,24 milhão de pessoas. No Brasil, o número de óbitos de pedestres chega a 9.944 por ano.</p>
<p>No Brasil, através do Ministério das Cidades, serão desenvolvidas ações e atividades, com o objetivo de conscientizar cidadãos, pedestres e motoristas, sobre a importância da temática. As ações contam com posts educativos, um vídeo que busca chamar a atenção para a importância do pedestre, e também uma série de imagens que incentivam o respeito às regras de boa convivência no trânsito (chamada “Eu curto quando&#8230;”).</p>
<p style="text-align: center;">
<object width="560" height="315" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/qlrRx27KDHQ?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="560" height="315" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/qlrRx27KDHQ?version=3&amp;hl=pt_BR" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p style="text-align: center;">
<p>É importante lembrar que todo cidadão foi, é ou será um pedestre. Por essa razão, cabe a cada um agir com responsabilidade, garantindo a sua segurança e a dos outros.</p>
<p>Participe dessa mobilização, acompanhe todas as ações pelas redes do <b>Parada pela Vida</b> (<a href="https://www.facebook.com/ParadaPelaVida">Facebook</a> e <a href="https://twitter.com/paradapelavida">Twitter</a>) e nos ajude a promover a conscientização da população através da informação e das redes sociais.</p>
<p><em>Este post é um publieditorial</em></p>

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		<title>Assassinato em série: a triste história da política ambiental brasileira</title>
		<link>http://essetalmeioambiente.com/assassinato-em-serie-a-triste-historia-da-politica-ambiental-brasileira/</link>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 13:23:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Novaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Política]]></category>
		<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
		<category><![CDATA[SNUC]]></category>
		<category><![CDATA[Unidades de Conservação]]></category>

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		<description><![CDATA[Que o Brasil está na contramão da conservação da natureza não é novidade, mas parece que agora disparamos a largada para a corrida de quem lucra mais, cortando os custos e responsabilidades.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[
<p>Foi <a href="http://www.pt-sp.org.br/noticia/p/?acao=vernoticia&amp;id=27917">noticiado</a> na última segunda-feira, 6 de maio, que o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, enviou para a assembleia legislativa, em regime de urgência, um projeto que permitirá a privatização dos Parques Estaduais de São Paulo. Na mira da privatização já estão três importantes Unidades de Conservação: o Parque Estadual (PE) da Cantareira, PE de Campos do Jordão e PE do Jaraguá. Segundo o governador, durante o processo de licitação serão definidas as regras da concessão e administração, incluindo o uso da área.</p>
<p>Fiquei em choque quando li essa notícia, mas por mais triste que ela seja não me surpreendeu em nada. O governo federal já vem desmontando a legislação ambiental brasileira faz tempo, criando uma série de leis que permitem abusos como esse, e modificando (ou seria destruindo?) o Código Florestal. Além disso, esse mesmo governo descentralizou as decisões ambientais, dando autonomias aos Estados e Municípios, que a partir da Lei Complementar nº 140, tem total autonomia sobre processos de licenciamento, fiscalização e autuação a impactos e crimes ambientais. Portanto, é de se esperar que com o péssimo exemplo dado pelo governo federal (vide a Lei 12.678/12 e a Medida Provisória 558), logo os estados tomariam suas próprias decisões para tirar o peso que as políticas ambientais exercem sobre as costas dos governantes que são a favor de um “crescimento” a qualquer custo. Aliás, ainda não estou certo se estes governantes estão visando o tal crescimento ou se estão realmente interessados em defender seus interesses populistas que angariam votos que permitem seus beneficiamentos próprios.</p>
<p>Que o Brasil está na contramão da conservação da natureza não é novidade, mas parece que agora disparamos a largada para a corrida de quem lucra mais, cortando os custos e responsabilidades. O governo federal foi o primeiro, e em passos não muitos discretos desmontou a legislação ambiental brasileira de forma psicótica. Agora o Estado de São Paulo entrou para a corrida e parece que veio para brigar por um lugar de destaque nesse bizarro pódio.</p>
<p>Depois da mutilação do Código Florestal, agora foi a vez do SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza, Lei 9.985/00). Parece que a política ambiental brasileira se tornou um perverso assassino em série, escolhendo suas vítimas meticulosamente, proferindo ataques que não matam num primeiro momento. Mas não se engane, essa política mata&#8230;</p>

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		<item>
		<title>1kg de Amor: campanha de doação de alimentos a atingidos pela seca na BA</title>
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		<pubDate>Tue, 07 May 2013 00:30:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diêgo Lôbo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[1kg de amor]]></category>
		<category><![CDATA[bahia]]></category>
		<category><![CDATA[riachão do Jacuípe]]></category>
		<category><![CDATA[Seca no Nordeste]]></category>

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		<description><![CDATA[Campanha “1kg de Amor”, idealizada pela estudante de Administração Neyse Lobo, visa atender 240 famílias de sete comunidades das cidades de Riachão do Jacuípe e Pé de Serra, interior da Bahia. Saiba como ajudar!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[
<p>Solidariedade, essa é o lema da campanha <i>1kg de Amor</i>, uma iniciativa voluntária, criada através do Facebook, que tem ganhado repercussão em Salvador e nas cidades de Simões Filho e Lauro de Freitas, Região Metropolitana.</p>
<div id="attachment_7875" class="wp-caption aligncenter" style="width: 602px"><img class=" wp-image-7875  " alt="942882_113056272197921_2134923209_n" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/05/942882_113056272197921_2134923209_n.jpg" width="592" height="442" /><p class="wp-caption-text">Baba por 1kg de Amor, em Simões Filho</p></div>
<p>Idealizada pela estudante de Administração Neyse Lobo, 21, a campanha é uma resposta cidadã à situação emergencial vivida por centenas de famílias atingidas pelas consequências da seca em todo semiárido nordestino. O aumento recente nos preços dos alimentos e o racionamento de água em 96 municípios no interior do estado são decorrências concretas e alarmantes dessa condição. “<i>Milhares de pessoas estão enfrentando o que pode ser considerada uma das piores secas na Bahia. E ela afeta, principalmente, as ofertas de alimentos e água</i>”, explica a estudante que, junto com amigos, familiares e colegas de trabalho, tem se dedicado à campanha.</p>
<p>A primeira cidade escolhida para a ação foi Riachão do Jacuípe, a 185 km da capital, onde 150 famílias de quatro comunidades serão beneficiadas. Neyse explica como foi o processo de escolha. “<i>Fizemos uma seleção a partir da lista das cidades mais afetadas pela seca disponibilizada pelo governo Ao entrar em contato com elas, nos foi indicado que Riachão enfrentava a pior situação. Então, contatamos a Paróquia e a Pastoral da Criança da cidade, que nos indicaram esses quatro povoados”, </i>explica. Após isso, a campanha foi ampliada para mais família de outras comunidades, totalizando 240 família, de sete comunidades, de Riachão e Pé de Serra.</p>
<p>A comunidade local tem fundamental importância na ação. Ambas as Paróquia e Pastoral da Criança têm ajudado na identificação das famílias e na logística de entrega dos alimentos. “<i>A seca está castigando o povo dessa cidade, principalmente a população da zona rural, que passa por grande necessidade e precisa de ajuda</i>”, afirma o Padre Alessandro Mendonça Nonato, da Paróquia Nossa Senhora da Conceição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_7874" class="wp-caption aligncenter" style="width: 442px"><img class=" wp-image-7874" alt="482629_113316522171896_331352304_n" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/05/482629_113316522171896_331352304_n.jpg" width="432" height="432" /><p class="wp-caption-text">Aulão Solidário de Dança</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;">Alguns eventos, como partida de futebol e aula de dança, têm sido realizados a fim de arrecadar os alimentos, cuja meta é de cinco toneladas. A campanha já atingiu artistas, como <a href="https://www.facebook.com/photo.php?fbid=113241072179441&amp;set=a.112068018963413.1073741828.112064828963732&amp;type=1&amp;theater" target="_blank">Denny</a>, da Timbalada, que a compartilhou para sua rede.</p>
<p>Para doar, há a possibilidade de entrega nos seguintes pontos: Academia Attitud (CIA I, Simões Filho) e Faculdade UNIME (Lauro de Freitas), até o dia 17 de maio, quando serão preparados para entrega na comunidade. “<i>Além dessas ações e pontos, estamos percorrendo pontos específicos das cidades, como shopping e supermercados. Confira a nossa página no Facebook, onde divulgamos os locais que iremos visitar</i>”, completa Neyse.</p>
<p>Acesse a página da Campanha: <a href="https://www.facebook.com/1kgdeAmor">https://www.facebook.com/1kgdeAmor</a> e doe! Pois doar é um ato de solidariedade e amor <img src='http://essetalmeioambiente.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>

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		<title>Para anotar na agenda: 28 de abril, Dia Nacional da Caatinga</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Apr 2013 16:44:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Caatinga]]></category>

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		<description><![CDATA[Cuidar da caatinga é cuidar do que é nosso, de parte de nossa identidade e patrimônio ambiental. E o valor deste é inestimável.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[
<p>Gostaria de deixar registrado através destas palavras um lembrete a todos os caríssimos leitores: no dia 28 de abril de cada ano comemora-se o Dia Nacional da Caatinga. Enquanto cidadão consciente e preocupado com <strong>esse tal meio ambiente</strong>, está aí uma data importante para anotar em sua agenda. Ela foi instituída por decreto presidencial, de 20 de agosto de 2003, cuja publicação no Diário Oficial da União se deu no dia seguinte e cujo teor vem parcialmente reproduzido a seguir:</p>
<p><b>“O PRESIDENTE DA REPÚBLICA</b>, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso II, da Constituição,</p>
<p><b>DECRETA:</b></p>
<p><strong>Art. 1<span style="text-decoration: line-through;">º</span></strong>     Fica instituído o Dia Nacional da Caatinga, a ser comemorado no dia 28 de abril de cada ano.</p>
<p><strong>Art. 2<span style="text-decoration: line-through;">º</span>   </strong>Caberá ao Ministério do Meio Ambiente fixar os programas e instruções para as comemorações do Dia Nacional da Caatinga.</p>
<p><strong>Art. 3<span style="text-decoration: line-through;">º</span></strong>   Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.</p>
<p>Brasília, 20 de agosto de 2003; 182<span style="text-decoration: line-through;">º</span> da Independência e 115<span style="text-decoration: line-through;">º</span> da República.</p>
<p>LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA<br />
<i>Marina Silva”</i></p>
<p><a href="http://essetalmeioambiente.com/caatinga-o-bioma-esquecido/" target="_blank">Como já escrevemos aqui</a>, o termo “caatinga” vem do tupi – “caa” significa “mata” e “tinga” equivale a “branca”. A denominação “mata branca” é uma referência clara ao aspecto que a vegetação típica desse bioma assume no período seco, quando as folhas das plantas caem e os troncos, ao secarem, se tornam esbranquiçados. Diante dessa paisagem, os mais desavisados tendem a negligenciar e a subestimar a importância da caatinga, julgando tratar-se de um ecossistema pouco significativo, pobre. Aliás, ressalvadas as exceções que toda generalização comporta, essa é mais uma das características da personalidade humana: o olhar preconceituoso e os consequentes julgamentos pejorativos, baseados em meras aparências.</p>
<p>Contrariando as impressões que se pode ter à primeira vista, a caatinga, que se concentra no Nordeste do Brasil, compreende 10% da área do território nacional (abrange os estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, sul e leste do Piauí, norte de Minas Gerais, Ceará e Bahia, sendo estes dois últimos os campeões de desmatamento), e possui um patrimônio biológico que não é encontrado em nenhum outro lugar do mundo. A partir desse dado, fica fácil partir para duas deduções: uma é que há centenas de espécies animais e vegetais endêmicas, ou seja, exclusivas da região; a outra, decorrente da primeira, é que o bioma não se restringe à aridez e à hostilidade que castigaram a família do personagem Fabiano no romance “Vidas Secas”, do ilustre Graciliano Ramos, em trechos como o seguinte: “<em>a caatinga estendia-se, de um vermelho indeciso salpicado de manchas brancas que eram ossadas. O vôo negro dos urubus fazia círculos altos em redor de bichos moribundos</em>.”</p>
<p><img class="aligncenter" alt="" src="http://www.blogdoitamar.com.br/administracao/t/fotos/201303181003381363613198.jpg" width="400" height="222" /></p>
<p>A despeito de sua inegável importância, estima-se que mais da metade da cobertura vegetal original da caatinga já tenha sido devastada. Junto com a Amazônia, é a região mais vulnerável às mudanças climáticas do país, com forte tendência à desertificação. Mesmo assim<strong>,</strong> há a extração da mata nativa<b>,</b> convertida em lenha e carvão vegetal destinados, principalmente, às fábricas gesseiras, de cerâmica do Nordeste e ao setor siderúrgico de Minas Gerais e do Espírito Santo. Além disso, o plantio de insumos vegetais, as queimadas e a pecuária bovina constam na lista dos demais vetores para o desmatamento da região.</p>
<p>Diante desse quadro alarmante, tornam-se cruciais medidas como projetos de recuperação dos solos ( que saiam do papel), o plantio consciente e sustentável, a oferta de créditos para o combate à desertificação, a educação e a conscientização de todos que atuam sobre o bioma, inclusive os pequenos agricultores. Um primeiro e significativo passo é também enfatizar e divulgar esta data que é, sim, importante para propagar a necessidade de preservação e voltarmos nossos olhares ao que é precioso, porém nem sempre devidamente valorizado. <strong>Cuidar da caatinga é cuidar do que é nosso, de parte de nossa identidade e patrimônio ambiental. E o valor deste é inestimável, acreditem!</strong><b></b></p>

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		<title>&#8220;E teve boatos&#8221;: a crítica sócio-ambiental de Luisa Marilac</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Apr 2013 00:05:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Witchs</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos dos Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde e Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência sócio-ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Inês Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Luisa Marilac]]></category>
		<category><![CDATA[Valesca Popozuda]]></category>

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		<description><![CDATA[Em novo vídeo, Luisa Marilac chama atenção ao descaso com o lixo, o bem-estar animal e humano. Acompanhe.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/luisa.jpg"><img class="size-full wp-image-7839 aligncenter" alt="Luisa Marilac" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/luisa.jpg" width="505" height="260" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A internet tem sido um exímio catalizador de popularidades emergentes. Todos os dias, novas estrelas entram em ascensão por meio da agilidade das redes sociais que as promovem na forma de memes. A fama dessas pessoas pode ser efêmera, &#8220;<em>cause, baby, you&#8217;re a firework</em>&#8220;, já dizia a popstar Katy Perry. No entanto, alguns personagens dessa fama a jato se destacam pelas atitudes políticas que manifestam, e que até mesmo os afastam de suas características primárias, tais como lascividade explícita. Um exemplo é a cantora e dançarina Valesca Popozuda. A letra das canções produzidas pelo grupo de Valesca, o Gaiola das Popozudas, são consideradas ofensivas, pornográficas (talvez pornoaudíveis), colocadas à margem assim como seu estilo, o funk contemporâneo.</p>
<p style="text-align: justify;">Recentemente, o trabalho de Valeska virou tema de um projeto de dissertação de mestrado sobre feminismo. Inclusive, a funkeira recentemente foi fotografada, de cara feia, em frente à Câmara dos Deputados em Brasília; um manifesto contra o <a href="http://essetalmeioambiente.com/fora-genuino-fora-maggi-fora-feliciano-fora-velha-politica/" target="_blank">atual e polêmico presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias</a> desse órgão. Eu poderia também citar o exemplo da recente Inês Brasil, candidata cinco vezes consecutivas ao reality show Big Brother Brasil. Apesar de toda a performance erótica e da possível classificação como uma anormalidade social deste tempo, Inês tem demonstrado mais senso humanístico que o então deputado federal mencionado anteriormente quando se refere, por exemplo, a homossexuais.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, o foco deste blog é a discussão sócio-ambiental, por isso quero reportar um recente vídeo publicado no YouTube por uma popularidade da internet que já estava um pouco ofuscada: Luisa Marilac. A ascensão de Luisa se deu com a divulgação, em 2010, de seu <a href="http://www.youtube.com/watch?v=ikzC29rV75A" target="_blank">vídeo</a> na piscina de um hotel espanhol. &#8220;Nesse verão, eu decidi fazer algo de diferente&#8221;, &#8220;tomando meus bons drink&#8221;, &#8220;e teve boatos que eu ainda estava na pior&#8221; são exemplos de frases pronunciadas por Luisa no vídeo que se transformou em viral da internet. Depois do primeiro vídeo, Luisa apareceu em muitos outros e até em programas de televisão, mas foi seu último vídeo publicado que chamou a atenção deste blog.</p>
<p style="text-align: justify;">Não me interessa julgar o que Luisa fazia na Europa e o que cogita voltar a fazer no Brasil em função de não ter dinheiro; não me interessa nem mesmo o fato de ela ser uma transgênero, pois não é isso que está em foco nessa discussão. Interessa-me o fato de que a falta de estudo não impede que Luisa identifique as precárias condições sócio-ambientais em que se encontra. A situação de Luisa mudou muito após retornar ao Brasil: agora ela mora em um cortiço no município de Guarulhos, em São Paulo, junto com uma cachorrinha que chama de Princesa.</p>
<p><object width="420" height="315" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/lP0RX98z9oo?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="420" height="315" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/lP0RX98z9oo?version=3&amp;hl=pt_BR" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p style="text-align: justify;">Luisa organiza seu novo vídeo em alguns tópicos, fazendo dele uma verdadeira aula de cidadania e educação ambiental. Ao focar-se no assunto da poluição em espaços públicos, ela registra o lixo que permanece em uma pracinha próxima a escolas do lugar onde tem vivido. Luisa não apenas critica a postura dos cidadãos que poluem aquele ambiente, como também reclama da gestão municipal ao mencionar que não há lixeiras na pracinha; ela ainda consegue pensar na possibilidade daquele ser um espaço útil ao lazer das escolas próximas, incluindo a discussão educacional à sua preocupação.</p>
<p style="text-align: justify;">Em seguida, Luisa retoma alguns vídeos feitos anteriormente que ilustram outras condições ambientais. O discurso reproduzido pela webcelebridade em queda passa a centralizar a questão do bem-estar animal. Luisa se preocupa com animais abandonados e, inclusive, compra ração para alimentar cães que encontra na rua. Ela faz um apelo pelas &#8220;zoonoses&#8221; da prefeitura de Guarulhos, certamente para se referir a algum departamento de controle de zoonoses. Talvez Luisa não saiba, mas o apelo que ela faz está para além do bem-estar animal. É uma questão de saúde pública para nós humanos também. Além disso, os problemas registrados por Luisa não se limitam ao município em que ela vive. Eles são realidade em todo o Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">Podemos pensar que a atitude de Luisa ao filmar e criticar as condições que observa seja parte de um plano para voltar a brilhar. Que seja qualquer coisa, mas é um método bastante louvado, na minha opinião, usar o pouco de fama que tem para colocar luz em problemas sócio-ambientais. Luisa não está apenas preocupada com o respeito que os transgêneros devem receber pelo simples fato de serem humanos, nem apenas militando pelo casamento civil igualitário. Ela integra diferentes esferas de uma realidade social na militância que faz. Entretanto, o discurso que transpassa Luisa talvez seja ignorado por ser reproduzido por ela: prostituta, travesti, pobre, semi-analfabeta, mas, sobretudo, cidadã brasileira.</p>

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		<title>Earth Day 2013: qual a cara das mudanças climáticas?</title>
		<link>http://essetalmeioambiente.com/earth-day-2013-qual-a-cara-das-mudancas-climaticas/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Apr 2013 13:05:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diêgo Lôbo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aquecimento Global]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[dia da terra]]></category>
		<category><![CDATA[earth day]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje, 22 de abril, milhões de pessoas em todo o globo manifestarão seu apoio ao que é considerado um dos maiores desafios que a nossa humanidade já enfrentou. O Earth Day 2013 tem o tema &#8220;the face of climate change&#8220;, a cara das mudanças climáticas. O que me leva a refletir: quem são as pessoas [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[
<p>Hoje, 22 de abril, milhões de pessoas em todo o globo manifestarão seu apoio ao que é considerado um dos maiores desafios que a nossa humanidade já enfrentou.</p>
<div id="attachment_7793" class="wp-caption aligncenter" style="width: 578px"><img class=" wp-image-7793" alt="Playa San Miguel, Guanacaste, Costa Rica" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/Playa-San-Miguel-Guanacaste-Costa-Rica.jpg" width="568" height="311" /><p class="wp-caption-text">Moradores locais presenciam devastação do auemento da maré na Praia de San Miguel, Costa Rica. (Foto: Flickr/Earth Day)</p></div>
<p style="text-align: justify;">O <a href="http://www.earthday.org/2013/" target="_blank">Earth Day 2013</a> tem o tema &#8220;<em>the face of climate change</em>&#8220;, a cara das mudanças climáticas. O que me leva a refletir: quem são as pessoas que estão, diariamente, lutando contra o avanço das extremas consequências da mudança global de temperatura de nosso planeta?</p>
<p style="text-align: justify;">Felizmente, tenho tido a oportunidade de nos últimos 3-4 anos conhecer e poder trabalhar com pessoas incríveis, inspiradores e, acima de tudo, uma gente com grande capacidade mobilizadora. Manter-se motivado numa luta como essa, sem um inimigo único e palpável, mas diversas forças políticas e econômicas que dominam nossa forma de ver e viver o mundo, não é lá tarefa para qualquer um. Essa militância, tão necessária, aparece de formas diferentes em cada pessoa, mas, ao fim do dia, prova-se sendo a mesma coisa: a vontade, individual e coletiva, de fazer a diferença para um mundo social e ambientalmente mais justo.</p>
<blockquote>
<h4 style="text-align: center;">&#8220;Ver em todo o mundo milhares de jovens buscando um futuro diferente, mais sustentável &#8211; isso me move junto a eles, mesmo não os conhecendo&#8221;.</h4>
<p style="text-align: center;">Raphael Gomes, Salvador/BA</p>
<h4 style="text-align: center;">&#8220;O que me motiva a comunicar causas e efeitos das mudanças do clima é a necessidade de conscientizar as pessoas para assegurar justiça climática&#8221;.</h4>
<p style="text-align: center;">Andrea Arzaba, Cidade do México/México</p>
<h4 style="text-align: center;">É horrível ver como nossa ação predatória acaba com o planeta. Isso precisa parar&#8221;.</h4>
<p style="text-align: center;">Carlos Diloné, República Dominicana.</p>
<h4 style="text-align: center;">&#8220;Minha maior motivação na luta contra mudanças climáticas é saber que temos apenas um planeta e que não somos donos do mesmo, apenas compartilhamos de tudo em que nele existe&#8221;.</h4>
<p style="text-align: center;">Diego Honório, São José dos Campos/SP</p>
<h4 style="text-align: center;">&#8220;Minha maior motivação é, sem dúvidas, acreditar na capacidade do ser humano de mudar. Pois é a mudança de paradigmas sobre a relação homem x planeta que trará uma solução definitiva sobre a crise climática&#8221;.</h4>
<p style="text-align: center;">Danilo Rocha, Ibititá/Bahia</p>
<h4 style="text-align: center;">&#8220;As mudanças do clima já afetam muitas pessoas e, se não fizermos nada, estaremos abrindo mão de nossa única casa, o planeta Terra&#8221;.</h4>
<p style="text-align: center;">Rafael Fernandes, São Paulo/SP.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Mais importante ainda, é o trabalho daquelas pessoas que já vivem diretamente as consequências dessas mudanças. Comunidades pesqueiras e indígenas, por exemplo, que dependem dos recursos naturais para assegurar a sua sobrevivência, se veem perdidos frente ao desafio de conservar suas tradições e modo de vida, ao mesmo tempo em que a natureza já não se comporta da forma que estão, há gerações, habituados.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar do crescente ceticismo e do lobby da indústria de petróleo (e também do agronegócio, no caso do Brasil), é maior ainda o movimento contrário à exploração inadequada e mercantilização dos recursos naturais. O movimento pelo clima cresce a cada novo encontro de jovens ativistas; a cada nova intervenção artística e atividade cultural; devido às ações e campanhas de conscientização; aos filmes, livros, vídeos e imagens produzidas por gente criativa e com vontade de mudança; aos discursos inspiradores de líderes e pessoas comuns&#8230; enfim, o planeta está mudando, mas felizmente, temos muitos rostos por aí prontos para esta luta.</p>
<p style="text-align: center;">Uns já na ativa, mas outros ainda por se formar, como o garoto indiano abaixo que disse:</p>
<div id="attachment_7801" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-7801" alt="india" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/india.jpg" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">“Estamos preparados para proteger a natureza com nossas pequenas mãos. Venha comigo! Fico feliz pois minha família está combatendo a fábrica de ferro esponja que produz muito carbono. Se ganharmos, isso irá ajudar a salvar o nosso ecossistema. Por favor, venha lutar com a gente!&#8221;</p></div>
<p style="text-align: center;">Veja outras faces de pessoas ao redor do mundo que buscam fazer a diferença (divulgação Flickr/Earth Day)</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/tumblr_mjq0g2a07Y1s6myjyo1_500.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7799" alt="tumblr_mjq0g2a07Y1s6myjyo1_500" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/tumblr_mjq0g2a07Y1s6myjyo1_500.jpg" width="500" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/tumblr_mjkhkaAbfc1s6myjyo1_500.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7800" alt="tumblr_mjkhkaAbfc1s6myjyo1_500" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/tumblr_mjkhkaAbfc1s6myjyo1_500.jpg" width="500" height="375" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/india2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7802" alt="india2" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/india2.jpg" width="333" height="500" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/315365_152460571557704_824077409_n.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-7803" alt="315365_152460571557704_824077409_n" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/315365_152460571557704_824077409_n.jpg" width="538" height="403" /></a> <a href="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/8668541942_51c827d5c2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7804" alt="8668541942_51c827d5c2" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/8668541942_51c827d5c2.jpg" width="375" height="500" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/8667453729_ee4fdf04b2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7805" alt="8667453729_ee4fdf04b2" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/8667453729_ee4fdf04b2.jpg" width="500" height="332" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/Polytechnic-University-Philippines.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7806" alt="Polytechnic University, Philippines" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/Polytechnic-University-Philippines.jpg" width="500" height="375" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/Kuwait.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7807" alt="Kuwait" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/Kuwait.jpg" width="500" height="333" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/Lower-Hutt-New-Zealand.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7808" alt="Lower Hutt, New Zealand" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/Lower-Hutt-New-Zealand.jpg" width="375" height="500" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/528198_10151391078698157_1773835296_n.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-7809" alt="528198_10151391078698157_1773835296_n" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/528198_10151391078698157_1773835296_n.jpg" width="576" height="432" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/tumblr_mk838uR5t01s6myjyo1_500.jpg"><img class="size-full wp-image-7810" alt="tumblr_mk838uR5t01s6myjyo1_500" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/tumblr_mk838uR5t01s6myjyo1_500.jpg" width="500" height="375" /></a></p>

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		<title>Um Planeta que pede socorro</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Apr 2013 13:13:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Há possibilidade de reversão ou de minimização dos impactos ambientais que nós mesmos provocamos através da educação, da conscientização, da crença de que seja possível, sim, a ideia de desenvolvimento sustentável. ]]></description>
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<p><em>&#8220;Só quando a última árvore for derrubada, o último peixe for morto e o último rio for poluído é que o homem perceberá que não pode comer dinheiro.&#8221;</em><br />
<em>                                                                               &#8211; Provérbio indígena</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O homem é um ser ingrato por natureza. Do tipo que nunca considera suficiente o que possui e não zela devidamente por tudo de que dispõe. E os reflexos desse traço da personalidade humana tornam-se ainda mais perceptíveis quando se analisa o impacto da ação antrópica sobre o planeta como um todo. Em nome de seu próprio conforto, atendendo à sua ganância desmedida e enchendo a boca para falar em “progresso”, o homem explora, desmata, polui; ultrapassam-se com frequência nas empreitadas humanas os limites do necessário à sobrevivência da espécie. Outros seres vivos, considerados irracionais de acordo com padrões definidos pelos humanos, demonstram-se muito mais sensíveis do que estes para com seus semelhantes e para com o ambiente que os circunda.</p>
<p>Generalizações tendem à injustiça, sendo relevante dizer que há pessoas que demonstram uma consciência expressivamente aflorada, conduzindo suas vidas de forma mais responsável, sustentável. E esse é o ideal, o perfil que se faz obrigatório a cada um de nós para que <strong>asseguremos a manutenção dos recursos naturais e, consequentemente, possibilitemos a continuidade da vida na Terra sem maiores transtornos. </strong> Por outro lado, é hipocrisia afirmar que todos demonstram tal preocupação, longe disso. Se a Natureza é uma mãe, por vezes portamo-nos como seus filhos mais inconsequentes. Completo, pois, a primeira frase do presente texto: o homem é um ser ingrato por natureza à Natureza.</p>
<p>Dessa forma, o desenvolvimento sustentável é um conceito muito difundido nos tempos modernos, mas que nem sempre ganha concretude fora do papel. Conforme o meu entendimento acerca do assunto, é possível que a humanidade caminhe, se aperfeiçoe e se desenvolva sem causar impactos irreversíveis para a Natureza; pode-se perfeitamente progredir através da utilização razoável e consciente dos recursos naturais, preservando as outras formas de vida que habitam o planeta. Ou seja, <strong>progresso e meio ambiente podem (devem) estar lado a lado na lista das prioridades humanas.</strong></p>
<p>Todavia, não é o que se verifica na prática: valoriza-se muito o progresso em detrimento da sustentabilidade, da utilização consciente dos recursos naturais. Um exemplo nítido que se aprende desde criança: à medida que a urbanização dos grandes centros avança, a vegetação original dos espaços ocupados pelo homem desaparece. É assim que muito se perdeu da Amazônia, da Mata Atlântica e de outros biomas importantes &#8211; isso só no Brasil, sem ainda mencionar a gravidade do problema a nível global.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 200px"><img alt="" src="http://www.odocumento.com.br/destaque/349442" width="190" height="276" /><p class="wp-caption-text">Senador Blairo Maggi e ex governador do Mato Grosso é o maior produtor individual de soja do mundo.</p></div>
<p>Em tempos do ruralista e megaempresário Blairo Maggi na presidência da Comissão de Meio Ambiente do Senado, faz-se importante voltar os olhares para o nosso próprio território, antes de questionar as atitudes da humanidade como um todo. A título de argumentação, Maggi é considerado o maior produtor individual de soja do mundo, tendo recebido o famigerado troféu “Motosserra de Ouro”.  E a propósito, é justamente a soja, ao lado da produção de gado, que é apontada como principal vetor da devastação da Floresta Amazônica. Não me posiciono contra essas produções, que a priori visam a atender a demanda de alimentos da população mundial, mas é inegável que a sustentabilidade fica em segundo plano.</p>
<p>Plantar uma árvore é um gesto de generosidade louvável, mas“reflorestamento” é outro conceito que não figura entre as atividades prioritárias de muitas das grandes empresas que se utilizam dos recursos naturais. Há ainda a voracidade das queimadas, cujas causas podem ser aparentemente inofensivas, como uma guimba de cigarro, mas que propagam a morte à medida que as labaredas aumentam, deixando a paisagem negra, transformando a vida em carvão.</p>
<p><strong>O que se percebe é que o progresso desordenado típico do Sistema Capitalista está tirando a cor do nosso planeta.</strong> O verde e o azul estão dando lugar ao cinza. A poluição compromete a beleza das diversas formas de vida. O rio Tietê, dentre outros, constitui verdadeira prova do descaso de uma sociedade que não limpa, mas varre a sujeira para debaixo do tapete. Com tantas lixeiras espalhadas por aí, é inadmissível a situação em que até mesmo muitos dos pequenos rios se encontram: retrato asqueroso da má educação da espécie humana.</p>
<p>Grandes empresas lançam os seus dejetos nas águas; garimpeiros se utilizam de mercúrio por longos períodos em sua atividade, contaminando a água, o solo e os seres vivos do local explorado; as pessoas não se policiam para jogar o lixo em local adequado, desfazendo-se dele em águas correntes e outros lugares inapropriados, inclusive nas vias públicas, dentre uma infinidade de outras condutas irresponsáveis e reprováveis. Que seja um papel de bala, custa guardá-lo até que se encontre um meio para que seja devidamente descartado? Garanta a reciclagem dos seus resíduos! Outras perguntas pertinentes: sua cidade tem coleta seletiva? Se tem, você separa o lixo da forma correta? E se não tem, que tal pensar com carinho na ideia e passá-la adiante?</p>
<p>A água que bebemos tem um valor inestimável, mas parece que só quem não dispõe com fartura de tal recurso reconhece sua verdadeira importância. Se sobra na sua torneira, falta em casas de famílias que vivem em condições precárias e percorrem quilômetros em busca de uma água turva, barrenta, como frequentemente acompanhamos pelo noticiário. Sendo assim, economize ao máximo no banho, ao escovar os dentes, lavar a louça, enfim, em tudo o que for possível. Use-a somente no que é indispensável e com sensatez.</p>
<p>Os outros animais, criaturas adoráveis (alguns nem tanto, confesso, mas que não deixam de ter sua importância dentro das relações que garantem a manutenção da biodiversidade), inocentemente pagam um preço muito alto pela falta de consciência da espécie humana, haja vista a lista crescente dos que se encontram extintos ou ameaçados de extinção. Admitir que uma espécie de ser vivo desapareça por completo da face da Terra é muito triste, revoltante. <strong>E dá um nó enorme na garganta ao concluirmos que a responsabilidade por todas essas perdas é de todos nós.</strong></p>
<p>Abominamos a ideia de perder nossa liberdade de locomoção, mas construímos jaulas e gaiolas e obrigamos uma vida a se desenvolver dentro de tão pouco espaço. Quando se trata das aves silvestres, por exemplo, o ideal seria &#8220;mais vale um pássaro voando do que centenas deles maltratados em gaiolas&#8221;. É muita audácia e despeito do homem, que não sabe o que é voar por conta própria, reprimir as asas dos que podem fazê-lo. Isso quando os representantes da fauna não são vítimas da caça indiscriminada, que muitos ousam chamar de lazer.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-GtIGHqzhgN0/TxQ62Kc-63I/AAAAAAAAAZs/591CGv8gZnA/s1600/homem+e+meio+ambiente.jpg" width="448" height="420" /></p>
<p><strong>Apesar desse panorama preocupante, acredito na possibilidade de reversão ou de minimização dos impactos ambientais que nós mesmos provocamos através da educação, da conscientização, da crença de que seja possível, sim, a ideia de desenvolvimento sustentável.</strong> Porque o planeta pede socorro e eu peço encarecidamente através deste texto que cada um dos leitores faça a sua parte a tempo, a fim de que sejamos poupados pelas forças implacáveis da Mãe Natureza. Se só um faz sua parte, em nada se avança; por outro lado, se cada um faz sua parte, caminhamos a passos largos para dias cada vez melhores. Caso contrário, a longo prazo nosso destino não nos será favorável &#8211; mãe que é mãe, por mais generosa que seja, também sabe a hora certa de impor os castigos cabíveis, principalmente quando seus filhos a provocam.</p>
<p>Texto publicado originalmente em <a href="http://devaneiosnapontadolapis.blogspot.com.br/2013/04/um-planeta-que-pede-socorro.html" target="_blank">Devaneios na Ponta do Lápis</a>.</p>

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		<title>Emma Watson, e outros artistas, posam para projeto em prol do meio ambiente</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Apr 2013 23:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danilo Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aquecimento Global]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
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		<category><![CDATA[James Houston]]></category>
		<category><![CDATA[Natural Beauty]]></category>
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		<description><![CDATA[A atriz Emma Watson, que interpretou a Hermione na série Harry Potter, e mais recentemente a Sam no brilhante filme As vantagens de Ser Invisível, posou ao natural para o novo livro do fotógrafo e ativista estadunidense James Houston. ]]></description>
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<p style="text-align: justify;">A atriz Emma Watson, que interpretou a Hermione na série Harry Potter, e mais recentemente a Sam no brilhante filme As vantagens de Ser Invisível, posou ao natural para o novo livro do fotógrafo e ativista estadunidense James Houston.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/1.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-7753" alt="1" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/1.jpg" width="384" height="507" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Intitulado Natural Beauty, o livro tem, além da participação da Emma Watson, fotos de Adrian Grenier, Arizona Muse, Elle Macpherson, Brooke Shields, entre outros artistas que foram fotografados, em alguns casos, ao natural. O livro possui 120 páginas, e tem como objetivo promover a conscientização ambiental e a vida sustentável.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/slideshow_std_v_adrian-grenier-natural-beauty.jpg"><img class="size-full wp-image-7754 aligncenter" alt="slideshow_std_v_adrian-grenier-natural-beauty" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/slideshow_std_v_adrian-grenier-natural-beauty.jpg" width="317" height="465" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O livro será lançado este mês de abril, durante a Semana da Terra, em exposições nas cidades de Nova Iorque e Los Angeles – EUA. O Dia da Terra é celebrado em 22 de abril, e, é um importante acontecimento mundial para fomentar a conscientização ambiental.</p>
<p style="text-align: justify;">O dinheiro arrecadado com o livro Natural Beauty beneficiará a instituição <a href="http://www.globalgreen.org/">Global Green USA</a>, que advoga em favor da sustentabilidade e da preservação ambiental. O último livro de James Houston arrecadou US$ 500.000, para instituição que ajudam portadores de HIV/AIDS.</p>
<p style="text-align: justify;">Em entrevista publicada no site da <a href="http://gotham-magazine.com/channels/home-page/insights/emma-watson-highlights-james-houstons-new-book-natural-beauty">Gotham Magazine</a>, o fotógrafo James Houston disse que o projeto Natural Beauty foi criado para celebrar a beleza da natureza. “Espero ajudar a conscientização ambiental entro o público mais sobem através deste projeto” concluiu.</p>
<p style="text-align: justify;">Veja mais algumas fotos da Emma Watson no livro Natural Beauty:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7755" alt="2" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/2.jpg" width="600" height="791" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7756" alt="3" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/3.jpg" width="600" height="802" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7757" alt="4" src="http://essetalmeioambiente.com/wp-content/uploads/2013/04/4.jpg" width="600" height="792" /></a></p>

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