É sensato ser cético?
A COP-16 acabou na última sexta-feira, 10 de dezembro. Você pode ler um pouco sobre o que a equipe do E esse tal Meio Ambiente achou do desfecho da reunião aqui e aqui. Particularmente, o resultado não me surpreendeu…
Comecei a acompanhar os debates sobre as mudanças climáticas no início de 2009. A princípio, eu tinha muita fé nesses encontros mundiais e achava que dali poderiam sair verdadeiras revoluções pelo bem do planeta. Mas depois do fracasso da COP-15 passei a acreditar mais nas pequenas ações individuais sustentáveis do que nas grandes mudanças envolvendo líderes globais.
Por isso, quando a COP-16 começou, minha impressão não era das melhores. E com o fim da conferência reforcei minha descrença. Não é questão de ser pessimista, é questão de ser cético.
Refletindo sobre isso, cheguei ao livro do dinamarquês Bjorn Lomborg, “O ambientalista cético”. O argumento de Lomborg baseia-se na ánalise de uma enorme quantidade de dados que o levaram a distinguir as reais ameaças ao planeta e à vida na terra de alguns modismos “verdes”. Ele utilizou os mesmos dados estatísticos dos principais órgãos climatológicos do mundo para afirmar que é perfeitamente possível controlar e reverter os prejuízos causados ao meio ambiente. Além disso, Lomborg afirma que é preciso abrir mão desse clima de medo com relação ao futuro para que os recursos financeiros sejam investidos em ações realmente necessárias.
O ponto de Lomborg é polêmico, mas me deixou curiosa para conhecer mais sobre a obra.
Além de “O ambientalista cético“, o autor já lançou outros títulos, como “Cool it – muita calma nessa hora“, que também virou filme. São dois livros que já entraram na minha lista de leituras para 2011 e que, certamente, vão me fazer refletir sobre as melhores estratégias pela salvação do meio ambiente.
Algum de vocês já leu “O ambientalista cético“? Partilhe aqui sua opinião sobre o livro e o argumento de Lomborg!
Para saber mais:


14. dez, 2010 







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