E essa tal Acessibilidade?

Ao falarmos em meio ambiente, logo pensamos em árvores, animais, belas paisagens. Entretanto, nos esquecemos que também fazemos parte desse meio e que é a fim de garantir o nosso futuro e o das próximas gerações, que luta-se tanto pelo desenvolvimento sustentável. Mas o que isso tem a ver com acessibilidade? Vou explicar!

Segundo o Censo 2010, realizado pelo IBGE, cerca de 45 milhões de brasileiros disseram sofrer de algum tipo de deficiência, apresentando algum grau de dificuldade motora, de visão e/ou de audição. Era possível relatar, no questionário do Censo, essas opções: alguma dificuldade, grande dificuldade ou impossibilidade total, sendo as duas últimas respostas consideradas deficiências graves. Mais de dois milhões (2.147.366) de brasileiros declararam possuir deficiência auditiva grave, mais de quatro milhões (4.442.246) declararam possuir deficiência motora severa e mais de seis milhões (6.585.308) declararam possuir grande dificuldade ou nenhuma capacidade de enxergar.

Com esse relatório do Censo 2010, é possível dimensionar a importância da acessibilidade e o árduo caminho que a infraestrutura urbana deve enfrentar nos próximos anos a fim de garantir uma mobilidade eficaz. Mas não queremos restringir a acessibilidade ao caso das pessoas com deficiência. Gestantes, pessoas com crianças de colo e carrinho, idosos, pessoas com fraturas temporárias, entre outros, também têm o direito de circular com facilidade em ambientes públicos. Sendo assim, percebemos o quão importantes são as adaptações – e não somente adaptações físicas, mas também as adaptações comunicacionais - que o ambiente urbano deve receber para que as barreiras impostas a esses milhões de brasileiros possam ser derrubadas, garantindo-lhes o direito que todo cidadão tem de ir e vir.

Hoje, dia 4 de Dezembro, comemora-se o Dia da Acessibilidade e nós do E esse tal Meio Ambiente? decidimos realizar uma semana especial para divulgar esse tema. Tentaremos demonstrar alguns problemas, o que pode e deve ser melhorado, como é a vida de um cadeirante, de deficientes visuais, de pessoas surdas, entre outras tantas características que precisam ser pensadas para ampliarmos cada vez mais a acessibilidade na sociedade.

Nossas cidades foram se desenvolvendo sem a preocupação com o meio ambiente e com as pessoas que circulam por ele de formas diferentes. É fato que muita coisa já melhorou, entretanto, o Brasil deve ser exemplo nos próximos anos, tendo em vista que será a sede de grandes eventos mundiais, como a Copa, em 2014, e as Olimpíadas em 2016. Isso só mostra o quão importante e urgente é a necessidade de adaptação das cidades a essa nova realidade, de um ambiente urbano sustentável e acessível. Acompanhe!

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  • Raffa Garcia

    Bárbaro!