O duplo impacto do spam

Por Charles Nisz, no blog Tablóide Verde.

Todo mundo reclama do spam, as mensagens de email indesejadas com o objetivo de vender algum produto ou infectar nosso computador com vírus e roubar dados importantes.

Mas há outro aspecto importante ligado ao envio dessas mensagens: a emissão de CO2. Dos 220 bilhões de emails enviados diariamente no mundo, só 37 bilhões (17%) são genuínos. Os outros 183 bilhões são spam, segundo esta matéria da Good.

Cada mensagem enviada emite 0,3 gramas de CO2. Ou seja, a cada dia são emitidas 55 mil toneladas de dióxido de carbono por causa da “praga virtual”. Ao fim de um ano são 20 milhões de toneladas de CO2 despejadas na atmosfera sem necessidade, certo?

Para efeito de comparação, o vulcão Eyjafjallajökull emitia 150 mil toneladas de CO2/dia enquanto estava em erupção. Quer dizer, os spam enviados diariamente correspondem à 37% das emissões do vulcão islandês.

Mas há uma diferença fundamental: a erupção é um fenômeno natural e não pode ser detido. Já contra o email indesejado podemos agir: lembre-se de marcar como spam cada uma dessas mensagens maliciosas.

Para visualizar melhor, segue um infográfico feito pelo designer Antonio Lupetti:

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4 Responses to “O duplo impacto do spam”

  1. Essa carbonização dos problemas ambientais está passando totalmente dos limites. Como é que se mede a quantidade de carbono de um e-mail enviado? Por causa da energia gasta pelo computador ligado? Ou nos milésimos de segundo que um e-mail sai da caixa de um e vai para o outro carbono é liberado na atmosfera (esse é meio irreal, já que isso é imaterial)?

    Os problemas ambientais são muito maiores que medir a quantidade de carbono. Marcar e-mail como spam não impede que ele chegue à sua caixa de e-mail, então vai continuar sendo gasto carbono, olhando por essa lógica aí.

    Os problemas ambientais estão muito banalizados até mesmo por quem os discute. Não é isso que vai impedir o aumento dos problemas ambientais, com certeza.

    Hoje se ganha dinheiro de financiamento com qualquer pesquisa que se fale que determinada coisa emite carbono, então não levo isso à sério.

    ^^

    • Vou ter que concordar contigo, Harlan. Sabia que esse seria um post pra você comentar. Acho que os problemas ambientais são mais sérios e têm melhores perspectivas de diminuição com ações mais efetivas e mensuráveis. Não é nem o caso de não levar a sério, mas perda de tempo e dinheiro, que poderia ser usado em outros estudos.

  2. Caro Harlan,

    bastante pertinente seu comentário, mas acredito ser um tanto ingênuo.

    A internet não é algo que existe sobre o “nada”. Existem servidores, cabos, infraestrutura, uso de energia etc. Tudo isso tem um impacto SIM no meio ambiente, assim como nossas ações diárias.

    A “carbonização dos problemas ambientais” como você bem pontua no comentário pode até estar passando dos limites, mas ignorar uma realidade com base em cálculos matemáticos é no mínimo uma atitude pueril. É preciso analisar tanto os problemas ambientais num cenário maior, como você diz, e os impactos causados por atitudes consideradas “pormenores”.

    Marcar um email como spam à primeira vista pode não ser um mudança de paradigma, mas à medida que mais e mais pessoas bloqueiam uma mensagem como spam, o servidor (o Gmail, por exemplo) poderá bloquear aquela mensagem nativamente, impedindo que ela viaje pelos servidores do Google para outros emails, portanto evitando mais gasto de energia. Nesse sentido, marcar uma mensagem como spam É efetivo se for algo feito em larga escala (lembre-se que 2 bilhões de pessoas têm acesso à internet no planeta(!)).

    Se for o caso de os problemas ambientais estarem muito banalizados, o próprio blog “E esse tal Meio Ambiente?” perde seu valor na discussão, afinal, decisões reais perpassam pelos gabinetes de políticos, não em posts de blogs e campanhas de retweet na internet. Felizmente, sou do grupo que acredita que discussão e documentação é necessário, e quanto mais visibilidade se dê ao tema, melhor esclarecido esse será e mais argumentos o cidadão comum pode ter pra negociar uma mudança real de cunho político referente às questões ambientais.

    Um abraço,

    Diego Casaes.

  3. rssrs. acho um pouco de exagero, mas spam realmente não presta.

    —————————
    http://www.fortunasonline.hd1.com.br

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